De acordo com as contas da Deloitte para a Lusa, em janeiro, um casal sem filhos com rendimento mensal bruto global de 5.862 euros vai fazer uma retenção na fonte em sede de IRS de 2.022 euros, vai pagar 79,15 euros de sobretaxa e vai ainda descontar 644,82 euros para a Segurança Social.

No final, este casal levará para casa 3.116,03 euros em janeiro, mais 114,30 euros do que ganhou em dezembro de 2016.
Um casal com o mesmo nível de rendimentos, mas com um filho tem um ganho superior: em janeiro recebe em termos líquidos 3.133,49 euros, acima dos 3.000,57 euros que recebeu em janeiro (mais 132,92 euros).

Também no segundo escalão de rendimentos, os contribuintes vão sentir um aumento do seu rendimento disponível em janeiro em relação a dezembro.

Um casal sem filhos que ganhe 3.094,00 euros ficará agora com 1.849,64 euros (mais 47,33 euros do que em dezembro) e um agregado que ganhe o mesmo, mas que tenha um filho levará para casa 1.864,37 euros (mais 58,34 euros face ao mês anterior).

No primeiro escalão de rendimentos, haverá igualmente uma subida, mas de muito menor dimensão, na medida em que um casal que ganhe 1.000 euros brutos vai ficar com 765 euros em janeiro se não tiver filhos e com 794 euros se tiver um dependente, um aumento de cerca de 12 euros em cada caso.

Para fazer estas simulações, a Deloitte comparou o rendimento líquido mensal de dezembro de 2016 com o janeiro de 2017, tendo em conta a atualização das taxas de retenção na fonte de IRS e de retenção de sobretaxa de IRS para casados sem dependentes e com um dependente para os vários escalões de rendimento.

Quanto aos subsídios de férias e de Natal, o fiscalista Luís Leon explicou que o modo como serão pagos “não tem nenhum impacto na taxa de imposto que é pago”, pelo que “o valor do imposto é o mesmo” e “o que muda é o momento em que é recebido”.

Em 2017 foram atualizadas duas tabelas de retenção na fonte do IRS: a relativa ao imposto que é retido na fonte pela entidade empregadora tal como determina o código do IRS será atualizada em 0,8% (em linha com a inflação), e a que se refere à sobretaxa que vai continuar a aplicar-se aos três escalões de rendimento mais elevados, embora esta se extinga no final de junho para o terceiro escalão e no final de novembro para os outros dois patamares, foi atualizada em 1,3%.

Lusa