Numa era onde tudo é realizado «à velocidade da luz» e as mutações são diárias, é preciso ter em linha de conta que o consumidor é o centro das atenções, ou seja, nada é lançado no mercado sem ser testado e avaliado até à exaustão. Mas, naturalmente, não basta que se peça apenas a opinião ao consumidor sobre o produto A ou B, é necessário também medir sensações e é aqui que entra a Sense Test, uma marca que só em 2016 realizou mais de 1.500 ensaios a mais de 5.000 referências, obtendo acima de 150 mil resultados para avaliação. No fundo, a Sense Test ajuda as empresas a conhecer melhor as preferências e os comportamentos do consumidor, cenário fundamental para a sua maior competitividade e êxito no mercado.

A Revista Pontos de Vista foi conhecer a Sense Test, uma marca que está entre os 10 finalistas da categoria PME do Prémio Inovação NOS e conversou com Rui Costa Lima, CEO da Sense Test, uma marca que foi criada sob a égide da inovação e que vive e respira diariamente inovação, porque aqui, na Sense Test, tudo é Inovação e quem não pactuar com essa filosofia, não é «made in» Sense Test.

Edificada há cerca de 17 anos, mais concretamente no ano de 2000, a Sense Test foi pioneira, uma vez que nessa altura não existia, em Portugal, qualquer empresa vocacionada única e exclusivamente para este core business. “Não havia quem fizesse exclusivamente análise sensorial e percepção do produto”, revela o nosso entrevistado, lembrando que a Sense Test teve de criar mercado e ir respondendo às exigências do mesmo. “Éramos líderes porque não existia ninguém, mas hoje somos líderes porque somos inovadores e apostamos na Inovação desde o início e isso tem sido a chave do sucesso da nossa empresa”, salienta Rui Costa Lima.

Assumindo que a concorrência é maioritariamente internacional, Rui Costa Lima assume que há 17 anos o desiderato da criação da Sense Test passou por colmatar um gap que existia no mercado nacional e “seguíamos modelos que conhecíamos do exterior. Neste momento já não é assim e temos tecnologia e desenvolvemos sistemas de percepção e medição que não existem externamente”.

Finalistas do Prémio Inovação NOS

O reconhecimento de uma marca e a credibilidade que aporta no mercado são vetores essenciais para o sucesso. A Sense Test é exemplo desse paradigma e por isso é hoje reconhecida como um dos players de sucesso deste setor. Desta forma, a presença nos finalistas do Prémio Inovação NOS, na categoria PME, vem «apenas» atestar aquilo que a marca tem vindo a perpetuar nos últimos tempos, sempre assente na dinâmica da Inovação. “Naturalmente que este reconhecimento agradou-nos e muito, e é motivo de enorme orgulho. Sem qualquer prepotência, este reconhecimento leva-nos a ter ainda mais a certeza que daqui a dois ou três anos vamos estar a fazer coisas ainda mais distintas e inovadoras”, assume o nosso interlocutor, assegurando que um dos motivos de orgulho por este prémio “é que saímos da nossa zona de conforto para sabermos se o nosso nível de inovação podia competir com outros setores e isso foi muito interessante, além de termos provado que conseguimos ser inovadores em outras áreas além da nossa e isso deixou-nos muito satisfeitos”, revela antes de abordar o serviço que conquistou este reconhecimento, denominado por SenseProfilling. “Esta conquista ainda nos deu mais prazer porque é mais fácil avaliar a inovação num produto físico ou numa aplicação de software do que numa solução ou serviço em que não existe algo palpável e visível e é uma solução para o cliente final. Esta complexidade fez com que o reconhecimento deste serviço ainda nos desse maior orgulho, porque conseguimos provar que conseguimos inovar também na análise sensorial e na medição da perceção do produto”.

Se hoje pretendemos produtos direcionados para o consumidor, tem de se conseguir medir, cada vez melhor, aquilo que o consumidor pretende e as características que prefere nesses mesmos produtos. “Por isso, se não conseguirmos melhorar na vertente da medição da resposta dos consumidores, nunca iremos conseguir melhorar na parte de produzir os próprios produtos direcionados para estes, e é essa solução que criámos com o SenseProfilling”, esclarece o responsável da Sense Test.

Investimentos a curto/médio prazo

Mas será que as marcas já assimilaram a importância destas dinâmicas de análise sensorial e percepção do produto na alavancagem da competitividade? Segundo Rui Costa Lima, a chave está “no consumidor”, sendo que esse panorama é evidente a nível internacional, principalmente pelo investimento que é realizado nestas áreas. “Hoje já ninguém arrisca colocar um produto no mercado, o que tem custos avultados, sem conhecer o nível de sucesso e de ajuste que deve ter”, revela, assegurando que a realidade nacional está, cada vez mais, recetiva a isso mesmo, embora, em alguns aspetos, “ainda não tenha atingido essa maturidade para compreender o que é relevante: um artigo até pode ser de enorme qualidade, mas se o consumidor não a perceber… não estamos a fazer nada. A análise sensorial e a percepção do produto oferecem isso mesmo, ou seja, uma solução que procura ajudar a identificar o melhor posicionamento e a melhor relação qualidade/preço para que os produtos satisfaçam o que as pessoas pretendem”. Na opinião de Rui Costa Lima Portugal não se encontra atrasado relativamente aos seus congéneres europeus nestes domínios, bem pelo contrário, como revela. “Posso afirmar que a Sense Test tem previsto nos próximos dois anos, e obviamente que dependerá sempre de algumas circunstâncias e de alguns projetos merecerem ou não a aprovação das entidades de apoio à investigação, inovação e desenvolvimento, cerca de meio milhão de euros de investimento em novas tecnologias para fazermos em Portugal o que ainda se está a pensar fazer a nível externo. Isto revela bem o nosso posicionamento relativamente ao mercado internacional, ou seja, conseguimos fazer tudo em Portugal e estas soluções existem. É um facto!”, esclarece convicto o nosso entrevistado.

Acompanhar o que o mercado quer

A Sense Test está aqui para ficar, assumindo que a Inovação é o «motor» desta marca e que esta veia inovadora, está nos colaboradores que fazem parte da empresa, “porque eles têm esse nível de liberdade e exigência. A inovação na Sense Test não parte somente de um grupo de pessoas que gere um conjunto de ideias que vão ser desenvolvidas para apresentar serviços num dado período de tempo. A inovação está no quotidiano que aqui é natural e normal. Quem não vive a empresa e a inovação não funciona no seio da Sense Test”, esclarece Rui Costa Lima, que tem como background académico a Engenharia Alimentar, domínio pelo qual a Sense Test começou em Janeiro de 2000. “Foi por essa área que começámos e posteriormente fomos alcançando novos segmentos como o setor infantil, portadores de doenças, sénior, pet food, entre outros. O mercado foi segmentando os produtos e nós os serviços, para dar resposta à perceção desses mesmos produtos, porque cedo percebemos que este setor funciona nos dois sentidos. Compreendemos muito bem o mercado porque trabalhamos com quem produz, comercializa e distribui os produtos e portanto sabemos para onde o mercado está a ir e temos de ir «atrás» dele, sem nunca tentar forçar o mercado a ir por determinado caminho. Isso seria um erro crasso”

Velocidade apoiada na Inovação

Não existe qualquer dúvida de que os mercados são mutáveis e portanto é vital saber acompanhar os mesmos. Ao contrário de outros segmentos e empresas, que podem perspetivar o que vão ser daqui a alguns anos, a Sense Test sabe que tem de continuar a «perseguir» a antecipação do próprio mercado e o que este quer. “Por isso, os grandes desafios de futuro passarão por qualidade e velocidade de resposta. Temos de vencer pelo preço, pela qualidade e capacidade de dar resposta e tudo isso exige uma aposta constante e sustentada na Inovação”, conclui Rui Costa Lima, CEO da Sense Test.

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