“Se cada um localmente contribuir, julgo que garantimos um contributo a nível mundial. Em Torres Vedras temos feito esse trabalho”, começa por explicar o presidente.

Com um plano estratégico de turismo sustentável para o concelho aprovado no final de 2016, o nosso entrevistado garante que “esta era uma das áreas que nos faltava integrar. De acordo com o território, Torres Vedras, planeia sob dois eixos de referência, a “Cultura” e a vertente “Sol e Mar”.

CULTURA, SOL E MAR, QUE PROJETOS?

“É para nós uma prioridade apostar no património, nomeadamente, nas Linhas de Torres Vedras e no Castro do Zambujal. Do ponto de vista da inovação, há uma forte aposta na valorização e na sua requalificação e, por outro lado, é nosso objetivo torna-los produtos turísticos. Desta forma, foi recentemente criada na organização a Área da Marca “Torres Vedras”.

“Nesta área, pretendemos apostar por via da diferenciação e na valorização do Castro do Zambujal, que é único do ponto de vista patrimonial a nível da Península Ibérica e mundial. Iremos dar início à sua reabilitação no primeiro semestre de 2017 e potenciá-lo posteriormente para a componente de visitação.

As Linhas de Torres Vedras estão inseridas num contexto com mais cinco municípios. Estas estendem-se do Atlântico até ao Tejo. O contributo de Torres Vedras tem sido importante na sua divulgação e promoção. Desejamos fazer este trabalho de forma persistente, por isso mesmo, aliámo-nos a dois operadores turísticos para apostar no mercado interno e inglês. A par disto, iremos abrir também no primeiro semestre de 2017, o Centro Interpretativo das Linhas de Torres Vedras, no Forte de São Vicente, sendo que este é um ponto essencial no que toca ao acolhimento de turistas”, revela o presidente.

Sobre “Sol e Mar”, “todo o trabalho que temos vindo a desenvolver e que se verifica no QualityCoast, visa justamente a promoção do turismo sustentável em áreas costeiras. Temos 20 quilómetros de costa, praias bandeira-azul. É neste modelo que surge a criação do Green Destinations para o território de Torres Vedras.

EMBAIXADOR GREEN DESTINATIONS

“As responsabilidades são acrescidas e estão ao nível da honra que foi aceitar o compromisso”, garante Carlos Bernardes.

O que exige o cargo? “Poder estar disponível em função da experiência que Torres Vedras tem tido ao longo deste processo da promoção do turismo sustentável e assim dar o meu contributo para que mais territórios se tornem, também, Green Destinations”.

“12 Municípios da Comunidade Intermunicipal Oeste são QualityCoast e Green Destinations”, este foi um trabalho desenvolvido em função daquilo que se pretende enquanto embaixador desta causa.

Alguns dos critérios estabelecidos para a obtenção da classificação são a promoção de emprego – ligado à economia verde, o uso dos recursos locais, bem como a promoção e utilização de produtos locais.

Note-se que Torres Vedras passou de certificação básica, em 2009 para, em apenas sete anos, conquistar a platina (2016).

Factos? “Há mais dormidas nos nossos hotéis, há mais diversidade por quem nos procura, essencialmente no mercado externo. Os principais eram espanhóis, mas os franceses foram quem mais nos procurou ano passado”.

GREENFEST

É o maior evento de sustentabilidade realizado em Portugal. Onde é apresentado o que de melhor se faz no âmbito da sustentabilidade, nas vertentes social, económica e ambiental. Um evento dirigido a toda a população, que conta com a presença de empresas, autarquias e escolas. O objetivo? Sensibilizar os visitantes para as questões intrínsecas à sustentabilidade e à partilha de melhores práticas.

Carlos Bernardes mostra-se empreendedor e defende que há um acrescento que pensa fazer todo o sentido: “a sustentabilidade é ditada muitas vezes como tendo três pilares, eu gosto de lhe acrescentar um quarto para que ela não balance. Além dos elementos economia, social e ambiental, acrescento o modelo de governança”, que o autarca define como essencial, através da participação dos cidadãos.

O TURISMO NO PAÍS

“Portugal tem feito um percurso brilhante no que concerne ao turismo. Porto e Lisboa são dois pólos exemplares daquilo que é o crescimento do turismo, exemplos que podem estender-se ao restante território português. O turismo é experienciação e, por isso, estou convicto que o turista que venha visitar Torres Vedras viverá ótimas experiências.

O turismo é sem dúvida uma área em pleno crescimento, onde o Governo tem tido um cunho muito importante naquilo que tem sido feito a este nível nas várias dimensões da promoção de Portugal”, conclui o nosso entrevistado.

Não se esqueça, Torres Vedras o lugar… “à beira-mar plantado, a 30 minutos da nossa capital”.