Numa altura em que as cidades vão assistindo à degradação progressiva das suas estruturas urbanas e dos seus edifícios, decorrente do envelhecimento próprio, da sobrecarga de usos, ou ainda do desajustamento dos desenhos da sua organização a novos modos de vida, torna-se imprescindível o desenvolvimento de processos de intervenção de reabilitação.

A aposta na reabilitação estrutural, tanto ao nível do projeto como da obra é, portanto, o foco da Ponto 85.

Constituída por técnicos com avançados conhecimentos técnicos e experiência no ramo de consultoria e projeto para construção e reabilitação de edifícios e pontes, a Ponto 85 procura sempre a otimização de projetos com o objetivo de obter redução de custos em obra. “Lisboa tem uma construção muito antiga e bastante frágil para atividades sísmicas, pelo que é necessário apostar fortemente na reabilitação. Mas não se trata de reabilitação apenas superficial e de estética. É urgente uma reabilitação estrutural”, começa por nos explicar Hugo Leão.

A Ponto 85 começou os seus trabalhos de projetos e obra de edifícios com estruturas metálicas, no entanto, com a promoção da necessidade de se reabilitar a cidade de Lisboa, a empresa acabou por se direcionar naturalmente para a reabilitação urbana.

“O período de vida útil dos edifícios em projeto é de 50 anos, a partir daí é preciso manutenção e obras de intervenção mais profundas, e a verdade é que o parque edificado de Lisboa já tem mais de duzentos anos. Mas o que verificamos é que os senhorios ou os condomínios não têm, muitas vezes, capacidade financeira para essas obras de reabilitação”, avança o nosso entrevistado.

Assim, os programas de apoio e de incentivo à reabilitação promovidos pela Câmara Municipal de Lisboa têm-se revelado uma ferramenta importante, como é o caso do programa RE9. A Câmara Municipal decidiu criar um programa de reabilitação mais abrangente, especificamente vocacionado para a reabilitação da habitação na Cidade de Lisboa, com três prioridades que têm estado sempre presentes em todas as decisões da Câmara Municipal: Reutilizar, Reabilitar e Regenerar. Para a sua concretização, a Câmara Municipal estabeleceu um conjunto de parcerias envolvendo as várias entidades que atuam no setor da reabilitação urbana, assumindo-se a Câmara Municipal como um facilitador, um dinamizador e um regulador. Trata-se de um programa de apoio à reabilitação urbana que oferece nove vantagens para a reabilitação dos imóveis localizados na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa – cerca de 92% dos imóveis da Cidade de Lisboa.

A par destes programas de incentivos com os quais a Ponto 85 trabalha, a empresa desenvolve projetos de reabilitação para situações em que a capacidade de investimento é precária. “Os condomínios não têm capacidade de investimento para estas intervenções estruturais. Nestes casos desenvolvemos uma intervenção menos intrusiva possível e de custos mais baixos. A preocupação constante da Ponto 85 na reabilitação estrutural é a intervenção que permita o reforço das estruturas para situações em que se verifique atividade sísmica. “Existem vários fatores que agravaram o problema da antiguidade dos edifícios, como as obras que se foram concretizando, muitas delas precárias em planeamento e sem sensibilidade para a resistência das suas estruturas em caso de uma atividade sísmica”, avança Hugo Leão.

A Ponto 85 procura, por isso mesmo, promover a sensibilização para este aspeto de obras que modificam a estrutura de um edifício tornando-o mais frágil. “Sensibilizamos o nosso cliente para evitar intervenções desse tipo, arranjando soluções que não inviabilizam a resistência mecânica do edifício. Fazemos obras de conceção-construção e sugerimos uma proposta de solução estrutural que mantenha o comportamento do edifício ou que o melhore”, refere o nosso interlocutor, para quem o trabalho de um engenheiro não pode ser visto a curto prazo.

Com o foco na inspeção, reabilitação de estruturas e execução de estruturas novas, a aposta da Ponto 85 será desenvolver técnicas económicas e potentes no ponto de vista da reabilitação, tendo sempre em atenção a eventual atividade sísmica na cidade de Lisboa.

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