O mercado de trabalho tem sofrido profundas transformações ao longo dos tempos. E vai continuar a mudar. As expectativas individuais quer como consumidor, colaborador, empreendedor ou agente de mudança social são muito distintas das que predominavam há uma geração atrás. A chave do sucesso quer a nível individual, quer como organização e até de forma mais global, reside na permanente capacidade de adaptação a estas alterações e na habilidade para influenciar, construtivamente, as mesmas. Ser um agente de mudança esclarecido, versátil e capacitado e não somente um produto da mudança.

As Escolas de Biodanza® SRT (Sistema Rolando Toro) de Portugal (com polos no Porto, em Lisboa e no Algarve) oferecem aos seus alunos um sistema que permite a compreensão e integração de recursos que incrementam a capacidade de adaptação à mudança, foco e assertividade, expressividade e comunicação, visão de altura, gestão de conflitos e gestão de tempo, redução da exposição ao stress e exponenciação da capacidade de lidar com o mesmo, valências para trabalhar em equipa e contribuir para a construção e nutrição de ambientes harmoniosos e produtivos.

É vital que as capacitações acima referidas se deem quer na vertente técnica, quer na aquisição de soft skills, cujo valor é actualmente cada vez mais reconhecido, em três dimensões distintas:

  • Dimensão Pessoal, percorrer e desenvolver novas possibilidades. É essencial a possibilidade de me conhecer melhor, reconhecer quais as minhas principais valências e áreas a desenvolver e adquirir recursos para a potenciação de ambas. A conquista e expressão mais plena dos meus potenciais incrementa o nível de auto-satisfação através do aumento da auto-estima e reforço da auto-imagem. Por seu lado, o aumento da auto-estima, como elemento central da expansão da minha identidade, incrementa a minha saúde e bem-estar, assim como a motivação para ser sempre mais e melhor. Ser um melhor ser humano, um melhor amigo, um melhor profissional;
  • Dimensão Profissional, ampliar os meus potenciais ou descobrir a minha vocação. Ao me conhecer melhor e ampliar a expressão dos meus potenciais caminho em direcção à minha vocação e aproximo-me da resposta a essa pergunta basilar, necessidade essencial de compreender em que áreas profissionais posso acrescentar valor e retirar prazer disso. A descoberta da minha vocação permite colocar os meus potenciais ao serviço do bem comum, contribuindo com o que de mais único há em mim para a construção de uma sociedade mais harmoniosa e abundante. Seja como facilitador de Biodanza, seja como colaborador de uma organização, uma vez que tenho acesso e posso aplicar mais plenamente os meus potenciais;
  • Dimensão Social, ser um agente de transformação social. Através do incremento da minha consciência ecológica e da aplicação dos recursos técnicos e de soft skills adquiridos, agregar mais e mais valor aos colectivos que integre, reconhecendo-me e assumindo-me de forma responsável como agente activo da construção do tecido social onde me insiro, uma vez mais, seja como facilitador de Biodanza, seja como cidadão activo e consciente, seja no âmbito das relações familiares e comunitárias.

A proposta das Escolas de Biodanza SRT de Portugal é que estas valências sejam adquiridas em ambiente criativo, que reúna as condições para o resgate da capacidade de encontrar novas abordagens e novas soluções, e que potencie a saúde e bem-estar de todos os envolvidos.
O objectivo das dinâmicas propostas, que tem encontrado resultados muitos positivos com a expansão do projecto em Portugal e no mundo, é estimular o potencial de cada individuo, equipando-o com mais energia disponível para a acção e foco, saúde e bem-estar, um sentimento de estar bem na sua pele e inserido na sua comunidade, da capacidade de “pensar fora da caixa”, de ser um elemento agregador e potenciador das equipas, dos grupos humanos de que faça parte e capaz de ir além dos obstáculos e limitações com persistência e determinação.
Nota: Texto escrito pré acordo ortográfico

José Neves – Co-Director da Escola de Biodanza SRT do Algarve / Co-Coordenador da Escola de Biodanza SRT de Portugal (Lisboa) / Presidente da APFB, Associação Portuguesa de Facilitadores de Biodanza