literacia financeira_Portugal

No que respeita à poupança e investimento, em especial em idades mais avançadas, não fazer nada é a pior decisão. Infelizmente, as mulheres são proporcionalmente mais propensas a hesitar e adiar decisões financeiras importantes, revela um estudo encomendado pela Allianz Global Investors. Entre os países analisados, Portugal é o país com menor diferença de género.

“Estes resultados têm a ver com níveis mais baixos de literacia financeira, mas também com uma menor confiança entre as mulheres”, afirma Marisa Aguilar, Head of Iberia da Allianz Global Investors, que sublinha: “o estudo evidencia quão importante é a melhoria da educação financeira entre as mulheres para aumentarem a própria capacidade de tomar decisões financeiras corretas ao longo da vida”.

Portugal é o país que apresenta uma diferença de género mais baixa de todos os analisados. Contudo, segundo os autores do estudo encomendado pela AllianzGI, esta resultado decorre, não do melhor desempenho das mulheres portuguesas face às suas congéneres europeias, mas do nível mais baixo conhecimentos financeiros e risco dos homens portugueses face aos demais europeus.

Mulheres mais propensas a responder “Não sei” na escolha de produtos financeiros

Quando instadas a escolher o produto financeiro apropriado num cenário que realça o risco de liquidez, as mulheres são duplamente mais propensas a responder “Não Sei”, avança o estudo When will the penny drop? Money, financial literacy and risk in the digital age. Este resultado mantém-se quando analisamos os níveis de literacia financeira.

Por outras palavras: numa amostra de 6 mulheres e 6 homens que detêm os mesmos conhecimentos financeiros, 2 em 6 mulheres respondem não saber qual a decisão a tomar para evitar o risco de liquidez, enquanto, que entre os 6 homens, apenas 1 responde dessa forma. As conclusões indicam que as mulheres confiam menos nas próprias capacidades de escolher produtos financeiros que os homens.

Isto não acontece pelo facto das mulheres serem mais tímidas ou apreenderem os riscos de maneira diferente. A percepção do risco das mulheres na esfera financeira é semelhante à dos homens, revela o estudo. Contudo, quando inquiridas sobre a sua propensão para tomar decisões financeiras ativamente, demonstram sistematicamente uma inaptidão ou pouca vontade para fazê-lo. Preferem não arriscar.

À medida que os indivíduos assumem uma responsabilidade crescente pelo seu bem-estar financeiro, muito precisa ainda ser feito para aumentar o envolvimento das mulheres com as decisões sobre produtos financeiros. Tudo isto sugere que a indústria de serviços financeiros, mas também os reguladores e as organizações governamentais, devem aumentar os esforços de educação financeira e, nesse sentido, tomar medidas concretas para reduzir as diferenças de género identificadas. Mesmo assim, sublinha Marisa Aguilar, “as mulheres devem também ser mais proactivas em reunir informação financeira.”

O estudo foi conduzido na Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Suíça e Reino Unido. Os resultados resultam de dados agregados para homens e mulheres.

 Sobre a Allianz Global Investors

A Allianz Global Investors (AllianzGI) é uma gestora de investimentos e de diversificação de ativos pertencente a uma marca global com uma cultura de gestão de risco muito fortes. Com 25 escritórios em 18 países, providenciamos competências e pesquisa em investimento global, prestando um apoio de consultoria local e próximo. Contamos com mais de 480 mil milhões de EUR em Ativos sob Gestão (AUM, Assets Under Management) para indivíduos, famílias e instituições em todo o mundo e empregamos mais de 600 profissionais de investimento.

Na Allianz Global Investors seguimos uma filosofia que assenta em duas palavras: Compreender. Agir (Understand. Act). Essa filosofia descreve a forma como observamos o mundo e como atuamos. Pretendemos destacar-nos como um parceiro de investimento no qual os nossos clientes confiam, ouvindo-os atentamente e compreendendo os seus desafios, para atuar e providenciar-lhes, posteriormente e de forma decisiva, as soluções que vão ao encontro das suas necessidades.

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