No envelope, em vez de E-Porto está escrito EMuseu e na parte de trás lê-se: “Aviso de Oferta no Interior. A liquidação da mesma evita a autuação.”

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À primeira vista, quem chega ao carro, é levado a pensar que algum funcionário da E-Porto passou por ali e lhe deixou um aviso por estacionamento indevido, com o respetivo documento que solicita um pagamento.

A ocorrência é descrita logo a seguir: “Ainda não visitou o Museu de Lamego este ano!”. Segue-se uma data para “regularizar a situação” e a indicação que aquele aviso garante uma entrada grátis no museu até ao final do ano, com as coordenadas do espaço. Um panfleto de um passatempo está também no envelope.

Tudo poderia não passar de uma ação de marketing de gosto duvidoso para alguns, mas, durante a tarde desta quinta-feira, a Câmara do Porto emitiu um comunicado, com o título “falsos avisos de estacionamento indevido na cidade do Porto” e a informação que o caso tinha sido remetido “ao departamento jurídico” da autarquia “para os devidos efeitos”.

A câmara diz ter sido “avisada por munícipes” da ação de publicidade e que, na sequência desses avisos contactou a EPorto e também a DRCN. A primeira, acrescenta o documento, “garantiu à Câmara do Porto não ter autorizado a utilização da sua imagem nem a referida campanha”. À DRCN, presidida por António Ponte, o município ter-se-á limitado a dar “conhecimento da situação”.

Para que os condutores apanhados pela campanha não se sintam tentados a confundir a oferta do museu com alguma verba que tenha que pagar, a câmara explica ainda no seu comunicado que “apenas são válidos avisos legalmente emitidos, pelo que deverão ignorar outros documentos que abusivamente possam estar a ser colocados nas suas viaturas”.

Ação de marketing para celebrar centenário do Museu de Lamego pôs os serviços jurídicos da Câmara do Porto a identificar “eventuais ilegalidades” da operação.

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