O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira um plano de recuperação da Fortaleza de Peniche, que vai ser transformada num Museu dedicado à luta pela liberdade. A recuperação e transformação do edifício deverá custar mais de 3,5 milhões de euros.

No final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, que decorreu na Fortaleza de Peniche no dia em que passam 43 anos da libertação dos presos políticos, a ministra da Presidência anunciou que o executivo aprovou a elaboração de um plano de recuperação do forte para se instalar um museu nacional dedicado à luta pela liberdade e pela democracia.

O ministro da Cultura explicou que é intenção do Governo “poder inaugurar o museu antes do final da legislatura, portanto em 2019”.

Antigos presos políticos que cumpriram pena no forte de Peniche fizeram uma visita guiada ao governo. O forte foi libertado há exatamente 43 anos, e muitos recordaram os longos períodos que passaram presos por resistência à ditadura.

“Não podemos esquecer estes acontecimentos para não se correr o risco de cometer os mesmos erros”, disse o Primeiro-Ministro, António Costa, referindo-se à ditadura.

Em setembro de 2016, a Fortaleza de Peniche foi integrada pelo Governo na lista de monumentos históricos a concessionar a privados, no âmbito do programa Revive, mas passados dois meses foi retirada pela polémica suscitada.

Em abril, a Assembleia da República defendeu em plenário, da esquerda à direita, a requalificação da Fortaleza de Peniche e a preservação da sua memória histórica enquanto ex-prisão política da ditadura.

A avaliação do estado de degradação do monumento aponta para obras de requalificação orçadas em 3,2 milhões de euros, de acordo com o relatório da inspeção efetuada pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto a pedido da DGPC, a que a Lusa teve acesso.

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