Carlos Gil assume-se como um pagador de promessas e cobra 2500 euros pelo serviço. “Achei que era justo. Ao princípio era em dólares, mais tarde é que passou a ser euros. Porque o serviço é vocacionado para o mundo lusófono, sobretudo para quem está longe”, cita a Magazine Notícias.

“É um serviço que presto ao próximo”, pode ainda ler-se neste órgão de comunicação.  “Por estes dias, está novamente a caminho de Fátima a pé – desta vez são 120 quilómetros – para cumprir um voto feito por outra pessoa. A Igreja, naturalmente, não vê isto com bons olhos”, menciona a revista.

Já perdeu as contas às vezes que preparou a mochila para caminhar até Fátima, pelo menos “duas a três vezes por ano”.

Agente imobiliário de profissão, Carlos Gil assegura ganhar mais a vender casas, mas não esconde já ter ganho muito dinheiro com o nobre serviço de peregrinar a pedido de outras pessoas.

Publicita na internet o negócio que o leva a Fátima para pagar promessas alheias: “Se tem uma promessa para cumprir e não o pode fazer, ou simplesmente quer a agradecer a Nossa Senhora de Fátima as boas graças recebidas ao longo da vida, Carlos Gil caminha por si até Fátima”.

Demora sete dias a chegar a Fátima, sempre pelo mesmo caminho, mas por intenção de clientes diferentes.