Estes aspetos, aliados a fatores como a escassez de recursos, aumento da concorrência, turbulência e volatilidade dos mercados e alterações de mentalidade e comportamentos por parte dos consumidores, levou à necessidade de avançarmos para um outro patamar face à definição de sustentabilidade. E eis que surge o conceito de “Economia circular”.

A economia circular vem consagrar a “morte” do tradicional conceito de “produção, consumo e desperdício”, pois o mesmo é já hoje inviável. O modelo da economia circular, assenta em três pilares centrais: reutilização, recuperação e reciclagem. De uma forma simplicista, aquilo que no modelo clássico seria um output (desperdício e/ou resíduo) é num modelo de economia circular o imput para um novo processo. Trata-se de um processo regenerativo contínuo.

O impacto ambiental, sobretudo no que concerne à diminuição do recurso a matérias primas; o impacto social, através da melhoria e prolongamento das relações com os diferentes parceiros; e o impacto económico, através do estimulo à criatividade na redução de custos, desenvolvimento de novos processos e produtos, assim como o fomento ao emprego são áreas cruciais de atuação, para a efetivação de uma economia verdadeiramente circular.

Numa  sociedade onde a longevidade é cada vez maior, entre o ano 2000 e 2050, espera-se que a população mundial com mais de 60 anos, praticamente quadruplique e onde a população geral em 200 anos (1900-2100) passe de 1.65B para 11.2B, ou seja, se multiplique por 7, todo o ecossistema tem de será de ser repensado, pois o equilíbrio entre os recursos e consumo está claramente desequilibrado e em causa. Para que tal equilíbrio e sustentabilidade, seja assegurada a primeira e principal mudança está na mentalidade de cada um e de todos nós. Vivemos num sistema e sociedade com pessoas e para as pessoas.