“A cada segundo, em todo o mundo, duas vidas melhoram graças às tecnologias Medtronic”

Hoje a tecnologia articula-se verdadeiramente com a saúde de modo a torná-la mais eficiente. A Medtronic é a empresa em Portugal que melhor traduz aquilo que se faz em prol da qualidade de vida dos pacientes. Luís Lopes Pereira, Diretor Geral, explica, em entrevista, o trabalho que a organização tem desenvolvido e a importância que esta assume perante os desafios globais constantes da saúde.

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A Medtronic foi reconhecida pelo Great Place to Work Institute como a melhor organização para trabalhar na área da saúde e considerada a segunda melhor empresa em Portugal para trabalhar. Na sua opinião, o que refletem estas distinções? 

As tecnologias médicas de que a Medtronic dispõe exigem que os seus colaboradores sejam altamente qualificados e se comprometam com a nossa missão de “aliviar a dor, restabelecer a saúde e prolongar a vida”. Ou seja, a nossa presença nos hospitais baseia-se num compromisso aliado à missão dos próprios profissionais de saúde, de quem no fundo procuramos ser parceiros e não simplesmente fornecedores. Este compromisso, centrado no doente, exige que a companhia ofereça condições de trabalho e suporte adequado, num ambiente motivador. Acredito por isso que o trabalho que desenvolvemos juntamente com os vários interlocutores da área da saúde é encarado pelos colaboradores da Medtronic com grande responsabilidade e orgulho, pois sentimo-nos participantes ativos na saúde em Portugal. Nesse sentido, o reconhecimento por parte dos colaboradores da satisfação com que trabalham na companhia, reforçado pelo prémio do GPTW, é uma garantia de que estamos no bom caminho. Mas continuamos conscientes de que há sempre melhorias a fazer.

“A nossa gama de produtos varia entre equipamentos de diagnóstico e terapias que gerem condições prolongadas, onde as restantes terapias médicas falharam”. Como pode ser explicada esta afirmação que está disponível no website da Medtronic? 

As nossas terapias servem em grande parte para melhorar a qualidade de vida de doentes, especialmente crónicos. O que normalmente se observa é que o tratamento farmacológico muitas vezes esgota as suas soluções e, nesses casos, um dispositivo médico pode ser uma solução a considerar pelos médicos, em alternativa ou conjuntamente com outras terapias. Muita da inovação que se tem feito em dispositivos médicos tem a ver com esta realidade mas a área do diagnóstico é fundamental e tem contribuído em grande parte para o tratamento mais precoce das doenças crónicas, sendo assim muito vantajoso para os doentes, para os sistemas de saúde e para a economia, pois poupa-se nos tratamentos da doença em estado mais agudo (sempre mais dispendioso) e os doentes podem tornar-se funcionalmente mais produtivos para a sociedade, reduzindo consideravelmente os períodos de recuperação.

Sendo uma empresa à escala global, quais são atualmente os grandes desafios na saúde a nível mundial? 

O grande desafio mundial é encarar o valor da saúde como base para a sua atividade. Ou seja, normalmente dá-se muito valor a estarmos saudáveis, a curarmos uma doença através de um tratamento específico mas, sob o ponto de vista económico, a saúde continua a ser vista apenas como uma despesa. Sob ponto de vista do valor temos que garantir que o pagador fica satisfeito com os resultados, sendo o prestador e o fornecedor devidamente recompensados pelo seu trabalho. Naturalmente o risco deverá ser mais partilhado entre estes três stakeholders. Mas não podemos dizer que as tecnologias de saúde são caras apenas pelo dinheiro que custam. As contas têm que ser feitas e as opções valorizadas no seu todo. Se um doente é operado com uma tecnologia menos invasiva, temos que saber se o preço que pagamos por ela compensa o facto de o doente ficar eficazmente melhor tratado, saindo mais cedo do hospital e regressando mais rapidamente à vida ativa, evitando os custos de internamento. É nessa linha de raciocínio que deveremos avaliar e optar pelas tecnologias realmente inovadoras. Pagar pelo valor que um tratamento oferece. Para tal é preciso medir o resultado clínico desse tratamento, dessa solução terapêutica. Atualmente a Medtronic está empenhada na aplicação efetiva desta perspetiva, denominada pelo Michael Porter como Value Based Healthcare.

De que forma pode ser descrito o papel que temas como a inovação, a tecnologia, a investigação e o desenvolvimento enfrentam quando se fala em alcançar novas vantagens na área da saúde? 

A indústria da tecnologia médica e dos dispositivos médicos é o setor mais inovador do mundo. Alguns factos vêm comprovar essa afirmação: a cada cinquenta minutos há uma nova patente de dispositivos médicos a ser lançada no mercado; existem mais de 500 mil tecnologias disponíveis no mercado, isto é, ao fim deste tempo há uma melhoria do dispositivo; com um ciclo de vida inferior a 24 meses; ao longo da nossa vida utilizamos cada vez mais tecnologia médica, etc. Com o aumento da longevidade, a tecnologia tem de ser cada vez mais acessível e eficaz para que os doentes possam manter a qualidade de vida e a sua independência. É nesta linha estratégica que as empresas deste setor deverão dirigir a sua capacidade de inovação e de investigação. Por outro lado, no seguimento da pergunta anterior, a inovação deve passar por todas as fases da prestação de saúde, ou seja não só na solução tecnológica, mas também na eficiência dos processos e dos sistemas de saúde. E na base da inovação, em todas estas áreas, deve-se procurar o seu valor real e o impacto que tem na saúde de uma população. 

A Medtronic tem tido um contributo essencial na forma de como é encarada e vivida a doença crónica. Como pode ser explicado esse contributo? 

A cada segundo, em todo o mundo, duas vidas melhoram graças às tecnologias Medtronic. Creio que este facto traduz bem o nosso contributo.

Sobre investigação científica, a que áreas complexas como é o caso da saúde estão sujeitas, que sinergias têm sido trabalhadas em conjunto com o meio académico? 

Uma parte considerável da investigação é feita com a participação do meio académico. A nossa ligação com as universidades e com a investigação em geral é muito forte. Para além dessa investigação a Medtronic promove a atribuição de bolsas, prémios de investigação e outras formas de estímulo ao desenvolvimento científico. Sem a participação académica a nossa indústria não sobreviveria.

Com a criação da Medtronic Foundation é possível perceber que a organização também é ativa na sociedade através de programas que visam responder às necessidades e melhoria de vida das pessoas, como o Heartrescue ou o Patient Link. Quais são os princípios destes programas que estão disponíveis a nível europeu? 

Os programas são geralmente internacionais e abrangentes, pois o mundo é global. Desde a promoção da atividade desportiva por parte de doentes crónicos à participação de colaboradores em ações de responsabilidade social. A Medtronic em todo o mundo procura ter um impacto positivo na comunidade em que se insere, sendo este um dos princípios da nossa missão. Exemplo disso são iniciativas como os “Global Champions”, em que “atletas” com dispositivos médicos participam na maratona Twin Cities (EUA), uma ação apoiada pela Medtronic. Por outro lado, todos os anos tentamos envolver os colaboradores numa ação de responsabilidade social, ajudando instituições a melhorar a qualidade de vida dos seus utentes.

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