De acordo com a mesma fonte, só há 93.200 lugares disponíveis para 2017, pelo que apenas uma pessoa em cada 13 alcança este objetivo.

O Alto-Comissário da ONU para os Refugiados, Fillipo Grandi, avançou estes números ao inaugurar o fórum anual de recenseamento da instituição, no qual recordou que os lugares disponíveis este ano são 43% menos do que no ano anterior.

O responsável recordou que as necessidades não param de subir, uma tendência que não é acompanhada pelas ofertas.

O caso mais urgente é o dos 500.000 refugiados africanos que necessitam ser repatriados, quando para eles só há disponíveis 18.000 lugares.

“O facto é que atualmente por cada lugar disponível há 13 pedidos, apesar de mais países estarem a participar do programa (de recenseamento)”, afirmou.

Grandi sustentou que nove em cada dez refugiados estão acolhidos num país em desenvolvimento e pediu “solidariedade real” das nações numa escala que equilibre as necessidades com a oferta.

As necessidades para o próximo ano serão semelhantes com as deste ano, com 1,2 milhões de refugiados que necessitam ser repatriados, dos quais 510.000 vivem em 34 países de África, 280.000 no Médio Oriente, 302.000 na Europa, principalmente Turquia, 100.000 na Ásia e 1.800 na América.

Grandi recordou que em 2016 houve um recorde de recenseamentos — o maior número em 20 anos – com um total de 125.800 pessoas que começaram uma nova vida num novo país, metade das sírios e 44.000 africanos.

O número de países que acolhem refugiados aumentou para 37 em 2016 e alguns, como Argentina e Brasil, assumiram novos compromissos, disse.

Os refugiados que necessitam ser deslocados são os que o ACNUR identifica como os que têm problemas particulares para adaptar-se ao país de onde vieram e correm o risco de alguns dos seus direitos não serem protegidos.

LUSA

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