Segundo dados divulgados pela página na internet da Comissão Nacional de Eleições, um total de 486.725 eleitores escolheu tornar a ilha, agora um Estado associado, o 51.º estado norte-americano.

A opção de independência teve apenas 1,5% dos votos e só 1,3% votou pela manutenção da atual situação de Estado livre associado.

De um total de 2.260.804 eleitores, apenas cerca de meio milhão foi votar, num referendo não vinculativo.

Após a divulgação dos resultados, o principal partido da oposição, o Partido Popular Democrático de Porto Rico, disse, pela voz do seu presidente, Héctor Ferrer, que os resultados não foram “grandes” para a opção Estados Unidos, mas foram sim uma derrota para o governador, Ricardo Rosselló.

Oito em cada 10 eleitores não exerceram o seu voto, “foram para a rua, para a praia, para o rio, não fizeram caso”, disse. A oposição em Porto Rico boicotou o referendo.

No entanto, o governador de Porto Rico já disse que vai defender em Washington a vontade dos eleitores que escolheram tornar a ilha no 51.º estado dos Estados Unidos.

“Vamos apresentar-nos na cena internacional para defender a importância de ver Porto Rico tornar-se o primeiro estado hispano dos Estados Unidos”, afirmou Ricardo Rossello, que chegou ao poder em janeiro e que quer ver o pequeno território entrar nos Estados Unidos.

Também o vice-presidente do partido no Governo (Partido Novo Progressista), Thomas Rivera Schatz, defendeu a vitória da união aos Estados Unidos e desvalorizou a abstenção, afirmando que, se no passado a opção 51.º estado teve mais votos, foi porque muitos porto-riquenhos foram entretanto para os Estados Unidos.

“Em Porto Rico somos pouco mais de três milhões de habitantes e nos Estados Unidos há agora mais de cinco milhões”, disse.

Com uma dívida de 70 mil milhões, a ilha pode ter dificuldades em convencer Washington a adicionar mais uma estrela à bandeira. A ilha foi uma colónia espanhola e um território dos Estados Unidos no final do século XIX e adquiriu o atual estatuto na década de 1950.