Em junho de 1886, uma erupção do Monte Tarawera provocou a morte de uma centena de pessoas e destruiu o que era até então o maior tesouro da Nova Zelândia: os Terraços Rosas e Brancos do lago Rotomahana, na Ilha Norte do país. Eram descritos como a “oitava maravilha do mundo”, mas a explosão do vulcão levou ao desaparecimento de várias aldeias e desta que era considerada uma das maiores atracções turísticas da região. Agora, um estudo publicado no “Journal of the Royal Society of New Zealand” afirma ter encontrado a localização da estrutura geológica, escondida sob toneladas de lama entre 10 e 15 metros abaixo da superfície.

Apesar da inexistência de dados oficiais, os Terraços Rosas e Brancos foram retratados por artistas e cartógrafos e pelo geólogo austríaco Ferdinand von Hochstetter que descreveu detalhadamente a localização das estruturas antes da erupção.

A investigação, levada a cabo por Rex Bunn e Sascha Nolden, tem por base o trabalho nos cadernos de campo do geólogo Ferdinand von Hochstetter, antes de o vulcão ter entrado em erupção. A equipa garante que é necessário recorrer a escavações para se confirmar a localização exacta dos terraços formados por pequenas cascatas cuja água ia desaguar no lago Rotomahana,. De acordo com Rex Bunn, os terraços podem estar em condições “razoáveis” de conservação, pelo que as escavações permitirão ver como era esta antiga maravilha natural.

Depois de a investigação ter sido publicada, os dois cientistas receberam várias ofertas de pessoas interessadas em ajudar na investigação. Contudo, esta não é a primeira vez que vários investigadores afirmam ter descoberto os terraços do Monte Tarawera. Em 2011, um grupo de cientistas afirmou tê-los encontrado enterrados no lodo no fundo do lago.

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