O Castro Marim Golfe & Country Club assume-se como um lugar de sonho quer para quem pretenda reservar as suas férias numa elegante villa (moradia), quer para quem esteja a considerar comprar uma luxuosa casa de férias. Como tem evoluído a procura em cada um destes segmentos do mercado?

No que respeita ao mercado de alojamento turístico, a procura tem sido fantástica e aumentado significativamente nos últimos anos. Em particular, nos meses de época baixa e média, onde temos tido taxas de ocupação bastante positivas, em particular dos mercados holandês, francês e sueco. O período do verão deste ano está esgotado há várias semanas.

Quanto ao mercado imobiliário, verifica-se igualmente um crescimento da procura. O mercado está gradualmente a retomar a normalidade e as vendas estão a acontecer de forma bastante positiva.

O Castro Marim Golfe & Country Club continua a apostar no desenvolvimento do Aldeamento Turístico, “The Village”. Que mais-valias oferecem a quem vos procura?

O Aldeamento Turístico “The Village”***RicardoCipriano* é já uma referência na oferta de alojamento turístico do Sotavento algarvio.

A qualidade das nossas moradias, com todos os equipamentos e acessórios necessários; os serviços associados, designadamente, a internet wi-fi gratuita, o transfer para a praia do Cabeço, o clube de crianças, o serviço de assistência 24h, o serviço de room service para as moradias, etc.; a tranquilidade do empreendimento que, apesar de estar inserido numa zona rural, está a somente dez minutos das mais belas praias do país; a excelente relação preço-qualidade; são alguns dos pontos fortes e que nos têm distinguido da concorrência e mantido o interesse por parte dos novos clientes e dos  clientes habituais.

A título de referência gostaria de destacar a nossa classificação, em 2016, no operador Booking.com de 9.1, ou seja “Soberbo”. Esta classificação é para nós um motivo de orgulho e reconhecimento da qualidade do que temos e fazemos diariamente.

A remodelação e ampliação do Club House também é outro motivo de orgulho. “Passámos de um mero campo de golfe para agora sermos um empreendimento com oferta diversificada”, refere. E estão já a trabalhar, em colaboração com a autarquia de Castro Marim, na ampliação do empreendimento para os próximos dez anos. Tem sido fulcral esta sinergia com a autarquia?

Sem dúvida! Temos tido por parte do município todo o empenho e reconhecimento do trabalho que estamos a levar a cabo. No passado mês de maio iniciamos o processo para aquisição de mais mil camas turísticas. Foi aprovada na reunião de Câmara a abertura desse procedimento e que culminara com a ampliação do Plano de Pormenor que permitirá o início da segunda fase do empreendimento.

O Algarve foi considerado o melhor destino europeu para a prática de golfe, numa votação promovida pela revista britânica Today`s Golfer. E Castro Marim é famoso pelas suas zonas de treino, recebendo com frequência grupos que vêm de férias para aprender a jogar golfe. De que forma o resort tem procurado corresponder a esta procura?

Em Março de 2016, lançamos a Christy O’Connor Golf Academy em parceria com o Profissional de Golfe Peter O’Connor, filho dessa lenda do Golfe Irlandês, que ainda hoje detém o record de dez presenças na Ryder Cup.

Em conjunto, desenvolvemos toda a zona do empreendimento destinada à aprendizagem do Golfe, melhorando e modernizando as infraestruturas já existentes. Para além dos grupos que durante as suas férias desfrutam das nossas instalações e aprendem golfe, recebemos também nos meses de janeiro a março, um Colégio de Golfe Inglês que visa a formação de futuros jogadores profissionais.

A Academia tem por objetivo fomentar, igualmente, a prática na comunidade local, em particular nos mais jovens. Destaco o protocolo celebrado no passado dia 30 de maio com o Município e os nossos Colegas da Quinta do Vale para a prática do golfe, a título gratuito, por crianças do projeto Férias Ativas levada a cabo pelo Município.

Que papel o Castro Marim Golfe & Country Club pretende assumir quando se fala de fatores como desenvolvimento sustentável, dinamização e promoção do Sotavento algarvio?

O Castro Marim Golfe & Country Club procura assumir-se como um empreendimento de referência, procurando oferecer um serviço que sirva de fator diferenciador na captação de turistas e de investimento para a nossa região. Procuramos ser também um sustentáculo para outras empresas, como por exemplo as de animação turística e serviços, que beneficiam da dinâmica que promovemos. No que respeita à promoção, costumo dizer, em jeito de brincadeira, que somos o melhor fator de divulgação do concelho pelo facto de sermos um representante da marca “Castro Marim”. Em todas as feiras, workshops, roadshows, por essa Europa fora, onde nós estivermos lá está “Castro Marim”!

O Algarve teve, em 2016, um ano de recordes no turismo. E para o Castro Marim Golfe & Country Club como foi o ano de 2016? O ano de 2017 vai conseguir superar as expectativas?

Seguimos a tendência do setor. O ano de 2016 foi, de facto, um dos melhores anos da história do empreendimento, senão o melhor! Até ao momento, 2017 está correr como esperado e a superar os números de 2016, o que nos deixa obviamente satisfeitos.

O resort continua a manter um bom nível de reconhecimento. Que principais fatores estão a contribuir para a sua solidez e reconhecimento?

No essencial procuramos manter um nível de serviço que corresponda aos melhores padrões do mercado. Pode parecer um chavão mas é, no fundo, a realidade. Procuramos ter atenção aos detalhes e àquilo que os nossos clientes procuram. Nós temos um produto de qualidade, com uma localização fantástica. Isto, aliado a um bom serviço, julgo que é uma chave simples mas de sucesso!

Que desafios enfrentam, futuramente, ou que obstáculos sentem que ainda precisam de ultrapassar?

A conjuntura regional é bastante favorável, os resultados estão a aparecer mas existem, de facto, algumas questões que têm sido esbatidas por essa mesma conjuntura mas que necessitam, a médio prazo, pelo menos de ser revistas. Falo em três exemplos flagrantes, sendo que dois estão interligados, a requalificação da EN 125 e a abolição de portagens na via do Infante, por um lado e a redução do IVA do Golfe de 23%, pelo menos para a taxa intermédia. Este último fator é vital para os campos de golfe. Não podemos deixar cair no esquecimento a dificuldade que essa medida causou e continua a causar ao setor.

A sazonalidade ainda é uma problemática?

A sazonalidade é uma realidade atual e, de acordo com a Organização Mundial de Turismo, um problema que irá manter-se no futuro. O importante é percebermos esse facto e trabalhar arduamente para atenuá-la.

No nosso caso concreto, temos uma vantagem, que é o facto de oferecermos dois tipos de produtos complementares, o golfe e a parte do alojamento, das férias de lazer. O período alto do golfe coincide com o período baixo das férias de lazer e vice-versa. Em rigor, só temos dois ou três meses em que podemos dizer que são mesmo muito baixos, de novembro a meados de dezembro e depois de janeiro a meados de fevereiro. A partir daí, março e abril é o junho e o julho do golfe, outubro é o agosto e de maio a setembro já são meses com muita ocupação. Obviamente que a ocupação se concentra maioritariamente em julho e agosto.

Do ponto de vista da sazonalidade, há uma série de iniciativas que estão a ser desenvolvidas pelo Turismo de Portugal, pela Região de Turismo do Algarve, pela Associação de Turismo do Algarve e pelo Município de Castro Marim. Destacaria, neste âmbito, o esforço promocional e desenvolvimento de novos produtos e rotas aéreas, assim como a necessária animação turística em época baixa. Também é muito importante a facilidade com que apoiam as empresas no desenvolvimento dos seus projetos.

Quanto a nós, vou dar como exemplo a aposta que temos feito, até com outros parceiros do Sotavento, nos casamentos de inverno. Temos feito promoção, com outros parceiros do Baixo Guadiana, nos mercados irlandês e inglês, porque são clientes para os quais casar num dia de sol de inverno é uma vitória face a casar com chuva, vento e temperaturas baixas, como as do seu país de origem nesta altura do ano. Outro produto que combate a sazonalidade e é muito apreciado pelos clientes nórdicos, sobretudo os escandinavos, são as chamadas estadias longas, pacotes com estadia de, no mínimo, 28 noites. E depois, uma política de proximidade relativamente ao mercado espanhol, que, nas épocas baixas, também faz férias de curta duração, fins-de-semana, fins-de-semana prolongados. Estes produtos acabam por esbater um pouco os efeitos da sazonalidade.

Podemos contar com novidades, a curto prazo, por parte do Castro Marim Golfe & Country Club? Que objetivos já estão bem definidos para o futuro do resort?

Procuramos sempre evoluir, e por isso, estamos neste momento a fazer um estudo, juntamente com uma designer de interiores, para melhorar e modificar todo o nosso Club House e todos os serviços que nele se encontram inseridos, desde as receções, bar, restaurante, esplanadas, lobby, ginásio.

É um trabalho bastante vasto e que vai melhorar ainda mais as nossas instalações.

Na parte macro estamos a trabalhar para concluir algumas infraestruturas e a trabalhar com Município para a criação de mais espaços lúdicos e de lazer que possam servir os nossos clientes.