O escultor Gregorio di Lorenzo ficou conhecido como o “Mestre das Madonnas de Mármore”, tendo exercido atividade em Florença entre 1455 e 1495, aproximadamente, período em que criou uma vasta obra, hoje representada em alguns dos principais museus internacionais, como o Louvre e a National Gallery of Art de Washington.

No início do século XX, o relevo renascentista estava exposto na escadaria interior do Palácio de Monserrate, junto a outros relevos da coleção, como documentam fotografias de época, mas em 1946 acabou por ser vendido na sequência da dispersão daquele acervo, tendo ficado na posse de uma família portuguesa a quem a Parques de Sintra agora o adquiriu. Esta compra enquadra-se na política de aquisições de obras de arte para os acervos dos Palácios geridos pela Parques de Sintra, que tem procedido ao restauro integral dos seus interiores.

“Este é o primeiro grande passo de um plano ambicioso para trazer de volta ao Palácio de Monserrate algumas peças do seu acervo original, e não poderíamos ter começado de melhor forma”, segundo o Presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, Manuel Carrasqueira Baptista.

Em 2015, a Direção-Geral do Património Cultural classificou o relevo em questão como “bem de interesse nacional”. Em despacho publicado no Diário da República é referido que a sua “proteção e valorização representam valor cultural de significado para a Nação” (Anúncio n.º 53/2015. Diário da República, 2.ª série, n.º 61, 27 de março de 2015).

Esta obra de referência renascentista será apresentada ao público no âmbito da exposição “Monserrate Revisitado”, prevista para final do presente ano, que irá reunir no Palácio peças da antiga coleção de Sir Francis Cook, hoje na posse de instituições museológicas e de particulares. Procura-se, num futuro próximo, constituir um núcleo museológico que evoque não só a importante coleção de arte, como também a vivência da família Cook em Monserrate.

Sobre a Parques de Sintra – Monte da Lua

A Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.

Em 2016, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam 2.625.011 visitas, cerca de 83% das quais por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013, 2014, 2015 e 2016, o World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.

São acionistas da PSML a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.