Venezuela: Maduro rejeita sanções norte-americanas. “Não obedeço a ordens imperialistas”

Os EUA impuseram sanções jurídicas e financeiras sem precedentes contra o Presidente venezuelano, congelando os seus bens e classificando-o de “ditador”, em resposta à eleição de domingo de uma Assembleia Constituinte em clima de violência.

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CAR01. CARACAS (VENEZUELA), 30/12/2014.- El presidente venezolano, Nicolás Maduro, habla durante una rueda de prensa sobre el "programa económico de recuperación" para el 2015 del país hoy, martes 30 de diciembre de 2014, en el Palacio de Miraflores de Caracas (Venezuela). EFE/Miguel Gutiérrez

“Não obedeço a ordens imperialistas, não obedeço a governos estrangeiros, sou um Presidente livre”, declarou Nicolas Maduro, numa reação à decisão norte-americana de congelar todos os bens que o chefe de Estado venezuelano possua nos Estados Unidos.

A decisão foi anunciada algumas horas antes pelo secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, que apelidou Maduro de “ditador”.

A convocatória para a eleição foi feita a 1 de maio por Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

A oposição venezuelana acusa o Presidente de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.

Pelo menos dez pessoas morreram no domingo em protestos contra a eleição da Assembleia Constituinte.

Na segunda-feira, a procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Diaz, informou que 121 pessoas perderam a vida e 1.958 ficaram feridas desde 1 de abril, quando começaram os protestos contra o Governo de Maduro.