Embora a ciência não seja, ainda, capaz de apontar o dedo a um culpado concreto por este cansaço quase ‘eterno’, sabe-se que pode aparecer à boleia da mistura ‘explosiva’ de fatores comuns ao dia a dia, como o stress constante, o esgotamento nervoso, a desidratação ou uma alimentação desequilibrada (por excesso ou defeito), explica o site Bustle, que falou com alguns especialistas norte-americanos sobre esta doença. O hipoteroidismo, a deficiência de vitamina D e determinados problemas intestinais podem também contribuir para o aparecimento da doença, tornando o seu diagnóstico ainda mais complexo.

Por ser silenciosa e por facilmente ser confundida com uma noite mal dormida ou um ligeiro aumento do stress, nem sempre é fácil perceber se se padece ou não da síndrome de fadiga crónica. No entanto, destaca a publicação, existem alguns sintomas aos quais as pessoas devem prestar atenção e, sempre que possível, confessá-los ao médico.

Entre os sintomas mais comuns de síndrome de fadiga crónica estão os seguintes:

  • Maior sensibilidade cutânea;
  • Intolerância a ambientes demasiado quentes ou frios;
  • Enxaquecas constantes e intensas;
  • Intolerância ao movimento, isto é, a pessoa tende a sentir-se pior quando faz exercício físico;
  • Falta de concentração e perdas de memória frequentes;
  • Sensação de gripe/constipação, com destaque para as dores de corpo e garganta;
  • Dificuldade em ter uma noite tranquila de sono;
  • Pensamentos confusos (no momento ou quando se pretende lembrar algo que já aconteceu);
  • Sinais de depressão, como a apatia, a fraqueza emocional e o stress;
  • Dificuldade em realizar pequenas tarefas comuns do dia a dia;
  • Dores nas articulações e nos músculos, mesmo quando não se pratica atividade física;
  • Maior sensibilidade à luz solar e a bebidas alcoólicas.

Assim que é feito o devido diagnóstico desta condição, deve-se adaptar o tratamento a cada caso, sendo que a base da cura passa, em grande parte, por seguir uma alimentação equilibrada. De acordo com a informação disponibilizada no site da CUF, a pessoa deve “adotar uma dieta que estimule a digestão, absorção e assimilação correta dos alimentos, de forma a nutrir devidamente o corpo. Isto inclui a ingestão de muitas frutas, vegetais e proteínas, assim como, eventualmente, suplementos vitamínicos”. Reduzir o consumo de gorduras saturadas e alimentos ricos em açúcar e/ou sal é igualmente importante.

Adotar um estilo de vida saudável e que inclua a prática de exercício físico (mesmo que isso seja um martírio no início) e uma rotina de sono é um outro aspeto a ter em conta na hora de lutar contra esta condição, cujo tratamento depende também bastante da capacidade de controlar o stress.