Dezasseis anos depois do ataque terrorista do 11 de Setembro nos Estados Unidos, ainda há vítimas por identificar. Nesta segunda-feira foi anunciada a identificação a 1641.ª vítima do ataque – um homem – através de novos mecanismos de análise de ADN, segundo o médico legista da cidade de Nova Iorque. Das 2753 pessoas que morreram no World Trade Center, 1112 ainda estão por identificar.

Há mais de dois anos que nenhuma vítima do ataque era identificada: a última foi em Março de 2015. Ainda assim, 40% das vítimas mortais registadas no ataque não foram ainda formalmente identificadas. Segundo a Associated Press, a identificação dos corpos é feita através da correspondência de ADN, com base na análise dos restos mortais encontrados (sobretudo fragmentos de ossos).

A identidade do homem foi confirmada pelo médico legista de Nova Iorque, que fez testes a amostras de ADN recolhidas em 2001. A identidade da vítima não foi revelada ao público a pedido da sua família.

Para além dos 2753 mortos provocados pelo embate dos aviões nas Torres Gémeas e consequente desmoronamento, morreram 184 pessoas no Pentágono, em Washington, e 40 no avião que caiu na Pensilvânia.

E nem todas as mortes estão directamente relacionadas com a tragédia. Anos depois do ataque, milhares de pessoas continuam a sofrer efeitos na saúde relacionados com a libertação de uma enorme quantidade de agentes cancerígenos no ar da baixa de Manhattan. Em Maio de 2015, a autoridade de saúde norte-americana dizia que 3700 sobreviventes, bombeiros, polícias, e trabalhadores dos serviços de emergência foram diagnosticados com cancros atribuídos ao atentado.

PÚBLICO - Pessoas que tentavam sair da torre Norte, 11 de Setembro de 2001