Patrícia Mamona fica fora das oito primeiras nos Mundiais atletismo

Patrícia Mamona saiu ontem frustrada da final do triplo salto dos Campeonatos do Mundo de atletismo, em Londres, por ter ficado fora das oito primeiras, admitindo que foi demasiado cautelosa.

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“Senti que devia estar lá, senti que tinha potencial para estar lá, mas o primeiro salto que eu fiz, o nulo, deixou-me assim um bocadinho nervosa porque tinha de me qualificar. Tentei jogar pelo seguro nos outros saltos, [mas] não seguro suficiente”, explicou, no final da prova.

Para a triplista, esta eliminação ‘precoce’ na primeira final mundial da sua carreira teve um “sabor a derrota”, agravado por não ter alcançado o outro objetivo que tinha para esta competição, o de bater o seu recorde nacional, 14,65 metros

Mamona, atual campeã europeia, perdeu o lugar na ‘finalíssima’ dos últimos três saltos mesmo no ensaio final da espanhola Ana Pelleteiro, que fez 14,12 e relegou a portuguesa para o nono lugar.

“Acho que este ano merecia um recorde pessoal e esperava que hoje fosse o dia, estava a sentir-me muito bem. O meu dia há de chegar, espero que seja num campeonato”, disse.

“Aprendi que se calhar tenho de controlar os meus nervos um bocadinho mais e se calhar tenho de arriscar um bocadinho mais porque, depois de fazer um nulo, em vez de continuar com a mesma atitude de conseguir ir para além, resguardei-me um bocadinho e se calhar foi demasiado para o que devia ser”, acrescentou.

Para Susana Costa, que se ficou pelo 11º. lugar entre as 12 finalistas, este foi um concurso difícil, marcado pelos problemas físicos.

“Lutei até ao fim, o que deu, como deu. Eu sabia que se se fizesse uma boa corrida e que se entrasse bem, era possível. Tentei fazê-lo, hoje não consegui, mas acredito que, com trabalho, com dedicação, vou-me superar”, prometeu.

Depois de ter lutado com lesões durante a época que dificultaram conseguir os mínimos para estes Mundiais, provou a sua capacidade na prova de qualificação, no sábado, quando saltou 14,35, um novo recorde pessoal.

Na final, o melhor salto foi de 13,99, mas sempre em sofrimento, com dores, e só continuou graças ao estímulo do treinador, que lhe disse: “Luta”.

Susana Costa assegura: “Não estou a dar desculpa das dores. Na qualificação também estava com dores. Acredito que mais coisas vou conseguir fazer. Hoje sei o que posso fazer”.