Medicamentos genéricos atingem recorde de utilização

Os medicamentos genéricos atingiram um recorde de utilização em 2017. Este aumento da quota é um sinal de que o envolvimento dos médicos, farmacêuticos e doentes tem tornado possível o acesso ao tratamento mais adequado e com a máxima poupança para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde.

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Os medicamentos genéricos atingiram um recorde de utilização em 2017, passando de 47,1% em janeiro, para 47,8% em julho, de acordo com dados provisórios do Infarmed. Este aumento da quota é um sinal de que o envolvimento dos médicos, farmacêuticos e doentes tem tornado possível o acesso ao tratamento mais adequado e com a máxima poupança para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde.

A subida de 0,7% no último semestre foi possível com as campanhas de informação a todos os envolvidos, particularmente aos utentes, mas também com medidas recentes como a do pagamento de um incentivo de 35 cêntimos por cada embalagem dispensada na farmácia. Estes contributos visam alcançar uma meta de 50%.

Esta quota de medicamentos genéricos veio contribuir para a redução da despesa dos utentes com medicamentos, que atingiu cerca de oito milhões de euros nos últimos dois anos. Entre janeiro e julho de 2017, os utentes despenderam 407,6 milhões de euros, menos 7,8 milhões de euros face ao mesmo período de 2015.

A confiança nos medicamentos genéricos e biossimilares tem aumentado todos os anos e os dados de segurança e qualidade dos mesmos têm contribuído para isso. Segundo informação do Laboratório do Infarmed, os medicamentos de marca e genéricos têm a mesma qualidade e um número residual de não-conformidades. As não-conformidades críticas, que implicam a recolha de lotes, são de apenas 1,5% em ambos os casos.

Nos últimos 13 anos, foram analisados 2624 medicamentos genéricos comercializados, relativos a mais de 500 substâncias ativas diferentes. Omeprazol, amlodipina, ramipril, alprazolam e sertralina foram as cinco substâncias ativas com mais genéricos analisados.

Ao tratar com medicamentos que têm a mesma composição, efeitos, qualidade e segurança, mas que são mais baratos, contribui-se para uma melhor gestão dos recursos disponíveis permitindo que mais doentes, aqueles que necessitam, tenham acesso aos medicamentos verdadeiramente inovadores.