O festival decorre de 13 a 17 de setembro e recebeu este ano quase mais 100 inscrições do que em 2016 e “cativou o interesse de realizadores dos cinco continentes”, motivando um número significativo de candidaturas por parte de países como o Brasil (que propôs 36 filmes), o Irão (com 36) e a Rússia (com 33).

“Portugal também se fez representar com filmes que chegaram de norte a sul e teve este ano a sua maior participação de sempre [na fase de pré-seleção], com um total de 347 filmes inscritos”, revelou hoje à Lusa João Rita, diretor do Arouca Film Festival.

“Ficção e documentário são os géneros que mais predominam nesta edição, em que há uma clara intenção, por parte dos realizadores, de retratar questões relacionadas com o valor da vida e com a defesa e luta pelos direitos humanos”, realçou.

Esse aumento de participação reflete-se também numa maior interação dos participantes com o programa de formação e animação do evento, pelo que, após uma primeira experiência de alargamento em 2016, quando o festival passou de três para quatro dias, a organização decidiu este ano acrescentar ainda mais 24 horas ao certame.

“O aumento do número de dias do evento é resposta a uma necessidade que os participantes vêm sentindo e sobre a qual nos vêm falando ao longo dos anos”, afirmou Cátia Camisão, programadora do Arouca Film Festival.

“Ao corresponder às suas expectativas, estamos a criar margem para novas propostas e para espaços alternativos que nos permitem melhorar as formas e métodos de visionamento dos filmes, ajudando à promoção e divulgação da arte cinematográfica em geral”, acrescentou.

Entre a oferta do certame para a edição de 2017 contam-se já, em paralelo à componente competitiva, workshops de cinema, tertúlias e atividades pedagógicas para crianças e jovens.