Luciano Pavarotti foi considerado o “maior tenor do mundo” desde o desaparecimento do “Enrico Caruso” em 1921.

De barba escura e sorriso cativante, era dotado de uma das mais excecionais vozes do mundo e uma das mais caras, também. Passou por palcos prestigiados como o Scala de Milão ou a Metropolitan Opera de Nova Iorque.

Nascido a 12 de outubro de 1935 em Modena, no norte de Itália, primeiro decidiu dedicar-se ao ensino, mas optou definitivamente pelo canto em 1961.

Tinha como ópera preferida ‘A Boémia’ de Puccini e foi essa mesma obra que lhe trouxe um êxito notável pelos quatro cantos do mundo.

Com uma voz capaz de cantar qualquer estilo de música, formou duetos com Sting, Joe Cocker, Elton John ou Mariah Carey em prol de causas humanitárias, o que provocou desagrado por parte de alguns críticos.

Durante a década de 90, formou juntamente com Plácido Domingo e José Carreras um grupo chamado ‘Os Três Tenores’, que até 2004 deu concertos por todo o mundo.

Pavarotti atuou duas vezes em Portugal, a primeira, em 1991, no Coliseu de Lisboa e a segunda, em 2000, no Estádio São Luís, em Faro. À data da sua viagem para Faro, o cantor sofreu alguns contratempos quando o vidro do seu jato privado se partiu e por pouco o avião não caía. O incidente resultou numa otite e em alguns problemas vocais tendo o cantor de receber tratamento numa clínica próxima daquela cidade algarvia.

Tinha uma das maiores fortunas do mundo e uma discografia (quase) de igual tamanho. A sua última atuação foi a 10 de fevereiro de 2006, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Turim.

O cantor, que morreu com 71 anos, faria 81 no próximo mês de outubro.