Diagnósticos in-Vitro: Que evolução?

Paulo Correia, Diretor da Ortho Clinical Diagnostics de Espanha e Portugal, em entrevista à Revista Pontos de Vista, fala sobre o bom uso que a Ortho Clinical Diagnostics faz da tecnologia em prol da saúde.

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A Ortho Clinical Diagnostics é fornecedora líder global em diagnósticos in-Vitro. Como podem ser explicados os diagnósticos in-Vitro e qual o contributo dos mesmos diretamente na saúde das pessoas?

Originalmente o nome advém do facto dos primeiros testes terem sido feitos em tubos de vidro, hoje o sentido é mais lato, isto significa que todos os testes de diagnóstico são feitos fora do nosso corpo. O diagnóstico in-Vitro é transversal a todas as especialidades médicas uma vez que está presente em mais de dois terços das decisões médicas tomadas todos os dias pelos clínicos a nível mundial. É fundamental para eles a obtenção de um diagnóstico correto de modo a encontrarem o melhor tratamento ou cura para um determinado paciente.

Com uma história com cerca de 75 anos certamente passaram por imensas mudanças e avanços médicos. Como descreveria a forma de como a Ortho Clinical Diagnostics se tem vindo a adaptar às constantes variantes? 

Hoje em dia, mais do que diagnosticar uma doença que já se manifestou, é muito importante ter a capacidade de identificá-la o mais precocemente possível. deste modo teremos a possibilidade de melhorar dramaticamente a qualidade de vida de um paciente e, ainda evitar custos maiores ao sistema de saúde. este é um desafio constante para a Ortho.

Um excelente exemplo são alguns biomarcadores recentes que nos permitem atuar a tempo de evitar maiores complicações, e inclusivamente evitar mortes.

Existem sempre necessidades médicas que não estão cobertas, como exemplo, uma delas, bem atual, é a de poder determinar com antecedência se um determinado paciente está “silenciosamente” a desenvolver uma lesão renal aguda, que hoje se deteta através de métodos tradicionais numa fase já tardia levando a complicações para o paciente, e posteriormente custos muito elevados para o sistema de saúde. A Ortho Clinical Diagnostics está determinada em conseguir fazer chegar biomarcadores ao mercado que permitam fazer esta deteção cedo, o que pode levar a melhorias consideráveis na qualidade de vida dos pacientes e até salvar vidas, com menos custos para o SNS.

À medida que o ecossistema de cuidados de saúde continua a mudar e a evoluir, a Ortho Clinical Diagnostics está a ser desafiada para adaptar os nossos modelos comerciais de forma a oferecer proposições de valor individualizadas cada vez mais centradas na entrega de resultados de saúde. Isto também significa muitas vezes ajudar os Laboratórios de Análises Clinicas a enfrentar os seus próprios desafios e responder a um maior volume de testes laboratoriais com menores orçamentos. A Ortho Clinical Diagnostics continua empenhada em dar aos laboratórios o que for necessário para que estes consigamcumprir com as necessidades dos seus clínicos e pacientes.OrthoCLLab_Male_Female_Euro_BW

“Ser atencioso com o planeta terra e com os seus recursos é um compromisso de longa data da Ortho Clinical Diagnostics”. Através de que ações está este compromisso visível? 

Sendo a água potável uma das maiores preocupações a nível ambiental para o futuro, a Ortho Clinical Diagnostics é a única companhia de diagnóstico a utilizar a tecnologia química seca nos seus instrumentos, com a qual é possível realizar os testes de diagnóstico sem utilizar água. Isto pode resultar numa poupança de água superior a 200 000 litros/ ano por equipamento.

Como companhia global, a Ortho conseguiu em 2016 na sua fábrica de Pencoed, Pais de Gales, o histórico marco de “Zero Landfill Waste”.na fábrica de Raritan, New Jersey, bem como sede da companhia, também já se produzem localmente 11MWh de energia solar. O consumo de água na totalidade das fábricas decresceu na ordem dos 10%.

Explique-nos como seria um mundo em que os vários tipos IVD, que existem atualmente, ainda não tivessem sido inventados? 

É verdadeiramente difícil poder imaginar tal cenário, a prática médica deste século, e do anterior, foi extremamente baseada nos testes IVD. Como referi anteriormente, mais de dois terços das decisões médicas feitas nos dias de hoje, são baseadas em testes de diagnóstico. Sem um diagnóstico correto, dificilmente, haverá um tratamento correto e uma cura. Sem diagnóstico in-Vitro, muitos medicamentos, e procedimentos utilizados, poderiam não existir, simplesmente porque se desconhecia o problema e/ou não se conseguia medi-lo. A nossa civilização, tal como a conhecemos hoje em dia, não existiria, com toda a certeza.

Exemplos muito simples e práticos de explicar: Imaginem uma pessoa diabética que não conseguisse medir o seu nível de glicemia, ou dificilmente poderiam haver transfusões de sangue caso as pessoas não podessem ser testadas para HIV ou HCV.