GAES a cuidar da sua saúde auditiva

No âmbito da reabilitação auditiva, a Revista Pontos de Vista conversou com Dulce Martins Paiva, Diretora-Geral, GAES – Centros Auditivos, em Portugal, uma marca que se assume como um dos principais players a nível mundial neste domínio e foi conhecer as soluções e valias que apresenta no âmbito da saúde auditiva, a terceira doença mais comum entre os portugueses. 

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A GAES inaugura todos os anos novos centros nacional e internacionalmente, é reconhecida como líder ibérica e tem uma forte componente de responsabilidade social demonstrada através das ações de sensibilização realizadas junto da população sobre a perda de audição. Atualmente, que análise é possível fazer sobre esta realidade? 

A GAES tem apresentado um crescimento sustentado nos últimos anos, consolidando a sua posição de liderança no mercado ibérico e procurando o mesmo a nível internacional, promovendo o reconhecimento como uma das primeiras cadeias mundiais em distribuição de aparelhos auditivos e reabilitação auditiva. Sendo este um setor onde a componente de serviço é determinante para a escolha, não se trata de vender apenas aparelhos auditivos. Este é um ponto fulcral para o sucesso e continuação no mercado, que tem sido reconhecido pelos portugueses, que nos elegeram terceiro ano consecutivo, vencedores da Escolha Sénior. A satisfação dos nossos clientes e colaboradores, assim como a melhoria contínua e a inovação, têm definido a história e continuarão a definir o futuro da GAES, sempre em estreita colaboração com o médico especialista otorrinolaringologista.

Seguindo o nosso compromisso de Responsabilidade Social, temos vindo a desenvolver ao longo dos anos, várias ações através da GAES Solidária. O exemplo mais recente, em Portugal, é a oferta de mais de 30 aparelhos auditivos a utentes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, numa parceria com a Starkey Hearing Foundation e a banda Hollywood Vampires. O objetivo? Levar a qualidade auditiva a quem dela necessita e não tem recursos económicos para tal. As bolsas GAES Persegue os Teus Sonhos também têm esta componente, ainda que numa modalidade diferente, sendo um projeto internacional que pretende apoiar o desporto amador, promovendo o espirito de equipa, a superação e a inovação que nos caracterizam.

Quais são as causas mais frequentes associadas à perda da audição? 

A perda auditiva é causada por danos e/ou disfunções numa ou mais partes do ouvido. Pode ocorrer em qualquer idade e por diferentes razões, sendo a causa mais comum a idade, denominada presbiacusia, mas também a exposição prolongada e excessiva a ruídos fortes. 

É aconselhável fazer um exame auditivo todos os anos, principalmente em idade adulta. De forma geral, diria que as pessoas cuidam bem dos ouvidos?

A maioria das pessoas vai ao dentista ou ao oftalmologista para verificar como estão os dentes ou a visão, mas a verificação dos ouvidos e da audição fica um tanto ou quanto esquecida. Apesar da perda de audição ser a terceira afeção mais importante, a seguir à artrose e à hipertensão arterial, na Península Ibérica, mais de metade das pessoas que sofrem deste problema nunca realizou um teste auditivo. E mesmo depois de detetada perda auditiva, só quando esta condiciona realmente o dia-a-dia, é que é tomada a decisão de procurar uma solução, o que demora em média sete anos a acontecer.

Em que consiste um exame auditivo e de que forma é o mesmo realizado? 

Um exame auditivo permite avaliar a capacidade de audição em poucos minutos. Trata-se de um teste simples e indolor, que se realiza numa cabine insonorizada sem a interferência de sons ou ruídos externos. É avaliado o limiar e a capacidade de audição, através de uma audiometria tonal, e a capacidade de distinguir entre os sons de uma mesma palavra através de uma audiometria vocal.

A ciência e a tecnologia permitiram o desenvolvimento de aparelhos auditivos modernos e inteligentes, no entanto, será o custo dos aparelhos ainda sinónimo de entrave para muitas pessoas? 

Não diria que o preço, por si só, seja um entrave. Quem de facto sente a necessidade de voltar a ouvir bem, e vê a sua vida condicionada por este aspeto, toma uma decisão independentemente do preço. Até porque, já diz o velho ditado, “a saúde não tem preço”.

Como referi anteriormente, se existe um adiar no que respeita à realização de um simples exame de prevenção, também a decisão da compra é condicionada pela recusa em aceitar que se tem perda auditiva.

Nas crianças… como pode ser identificada a perda de audição? Que cuidados podem ajudar numa melhoria da qualidade de vida? 

Os problemas de audição nos jovens podem influenciar gravemente o seu sucesso escolar, pelo simples facto de não acompanharem e ouvirem corretamente as informações transmitidas na sala de aula, sendo frequentemente confundidos com défice de atenção.

É na escola que podem ser detetados problemas desta natureza, o que, por sua vez, quanto mais cedo forem diagnosticados, menor será a probabilidade de se agravarem e maior será a eficácia do seu tratamento, que passa tanto pelo uso de próteses auditivas como pela colocação de um implante auditivo nos casos mais graves.

De acordo com dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, 360 milhões de pessoas tinham algum tipo de perda auditiva (5% da população mundial). Quantos tipos de perda auditiva existem e de que forma podem ser travados? 

A perda pode ser leve, moderada, severa ou profunda. Sendo a perda auditiva, na maioria dos casos, um processo gradual, começa por afetar os sons de menor intensidade, o que impede de identificar as palavras que contêm tons de alta frequência ou agudos. A perda de acuidade auditiva torna-se evidente também quando se ouve música, pois há partes da melodia que desaparecem. No caso de perda profunda, os pacientes não conseguem entender a fala.

A perda auditiva pode tornar-se um grave problema, caso não seja descoberta a tempo ou tratada de forma adequada mas, em 90% dos casos, é possível encontrar uma solução.

Que conselhos pode a GAES deixar como medidas de prevenção para a saúde dos ouvidos?

A melhor forma de prevenir é proteger. Assim, deixo algumas recomendações:

Reduzir o número de aparelhos sonoros a funcionar em simultâneo, em particular os reprodutores de música, que não devem ser usados mais de uma hora por dia, e com um volume abaixo dos 60%.

Utilizar proteção auditiva quando se está exposto a ambientes ruidosos.

Agora que está a chegar o tempo frio, é necessário ter especial cuidado com os ouvidos após constipações, gripes ou infeções.

Usar protetores auditivos (tampões) e secar os ouvidos depois do banho ou da piscina, evitando que o canal auditivo se mantenha húmido muito tempo.

Não introduzir cotonetes nos ouvidos, pois estes poderão danificar a membrana, o interior ou provocar entupimento por empurrarem a cera.

É recomendável fazer um exame auditivo anualmente a partir dos 50 anos, pois é nesta idade que começa a surgir a perda auditiva por velhice (presbiacusia).

Quando for detetada perda auditiva, deve optar-se pelo uso de um ou dois aparelhos auditivos, pois permitem continuar a estimular o ouvido, ao mesmo tempo que se recupera a qualidade auditiva e, e consequentemente, a de vida.