O 1º Encontro Internacional de Aviação dos Países Lusófonos tem como missão fomentar a cooperação institucional e fortalecer as relações empresariais no espaço da CPLP. Assume-se como o mais importante evento de aviação dos países de expressão portuguesa. De 12 a 14 de outubro, no Centro de Congressos de Lisboa, irá decorrer a maior reunião de profissionais de aviação da CPLP.


O LusoAvia é o primeiro encontro internacional de aviação entre nove países lusófono. Que atividades estão previstas no programa?

Acreditamos que chegou o momento de reunir no mesmo local, sobre a bandeira da lusofonia, profissionais do setor para partilhar experiências e contribuir para o desenvolvimento da indústria da aviação em português. Pretendemos com esta iniciativa fortalecer, reforçar a cooperação e liderar o diálogo entre as autoridades de aviação civis, aeroportos, organismos públicos e privados, universidades, academias, companhias aéreas, empresas, construtores, profissionais e demais entusiastas da aviação. Vamos sobretudo propiciar um movimento de partilha, e de conhecimento mútuo que, pelas entidades envolvidas, servirão para a construção de novas pontes de diálogo e de negócios.

O LusoAvia será o evento onde pela primeira vez os representantes das companhias civis reúnem-se para potenciar novas ligações entre os países da Lusofonia. Quais são as expectativas?

É efetivamente o único encontro do género da aviação internacional, cuja importância e singularidades são comprovadas pelos apoios que esta organização tem recebido, da CE-CPLP, Turismo de Portugal, IATA, NAV, ANAC, TAP, SATA, EUROATLANTIC, TAAG, LAM, Aeroportos de Macau, Cabo Verde, Brasil, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, do Banco Europeu do Investimento, e das diversas embaixadas dos países lusófonos, presidentes do conselho de administração de aeroportos, companhias aéreas e responsáveis das maiores instituições de ensino dos países de expressão portuguesa. Esta reunião servirá com certeza para novos horizontes em termos de mobilidade de pessoas, bens e serviços entre os países da lusofonia.

Quais são os maiores desafios possíveis de destacar neste setor?

A formação é a base de toda a indústria, e o garante da sua excelência em termos de segurança. É o setor que mais cresce e que mais potencial apresenta já que o mercado procura recrutar cada vez mais profissionais. Existe mesmo um défice de disponibilidade de profissionais qualificados, o que leva em algumas áreas a uma empregabilidade de cem por cento. É importante discutir novas estratégias para que a formação seja mais acessível a todos, a começar, por exemplo, com a divulgação deste potencial.

Neste momento, em que a aeronáutica ganha enorme relevo, quais diria que são as prioridades em questão?

A prioridade é unirmo-nos e representarmo-nos à volta de mercados que estão mais perto e que falam a nossa língua, um fator que automaticamente nos coloca em vantagem quanto ao potencial de cooperação e negócio, comparativamente aos restantes países concorrentes. O mercado lusófono é gigantesco e emergente, é uma oportunidade para todas as organizações e empresas do setor.