“Eu faço este pedido a todos os Estados que continuam a recorrer a essa prática bárbara: por favor, parem com as execuções”, disse Guterres no âmbito do dia internacional contra a pena de morte, hoje assinalado.

Para o secretário-geral da ONU, a pena de morte “faz muito pouco para (aliviar o sofrimento) das vitimas ou para dissuadir que se cometam crimes”, avançou a France-Presse.

António Guterres considerou ainda que “há sempre um risco de erros de justiça”, mesmo que os processos decorram de forma justa, considerando “inaceitável”.

O chefe da Organização das Nações Unidas felicitou o facto de 170 dos 193 Estados membros terem abolido ou impedido a pena de morte, sublinhando: “Em 2016, as execuções em todo o mundo diminuíram 37% em relação a 2015”.

“Hoje, quatro países são responsáveis por 87% das execuções registadas”, prosseguiu Guterres. De acordo com a AFP, um funcionário das Nações Unidas indicou que esses países são a China, o Irão, a Arábia Saudita o Iraque.

O secretário-geral pediu também transparência aos Estados que utilizam a prática. “Os governos escondem as execuções e cercam-nas com segredos para esconder quem está no corredor da morte e porquê”.

“Essa falta de transparência representa uma falta de respeito pelos direitos humanos para os condenados à morte e suas famílias”, concluiu o responsável.