Segundo disse à Lusa Jorge Cid, o número de animais que morreram pode ser “bastante superior” ao de Pedrógão Grande, apesar de ainda não haver números concretos, mas os relatos dos veterinários que estão nas zonas afetadas, onde existem muitas explorações de animais, “são catastróficos”.

Os animais que morreram são, sobretudo, pequenos ruminantes, caprinos e aves, referiu aquele responsável, contando que num só pavilhão, na Fonte Fria, em Serpins, no concelho da Lousã, morreram 200 animais, zona onde aproximadamente “80% dos produtores perderam os seus animais”.

Além de ser necessário dar com urgência água, alimento e tratamento médico a muitos animais, sob pena de acabarem por morrer, é preciso também, idealmente, incinerar os cadáveres ou enterrá-los, com a colaboração das autarquias e das entidades públicas, no mais curto espaço de tempo possível.

Segundo Jorge Cid, a Ordem reativou o gabinete de crise que já tinha sido montado aquando dos incêndios em junho, em Pedrógão Grande, e está a coordenar os veterinários municipais e de clínicas das zonas afetadas que estão no terreno a prestar assistência aos animais.

“Na área da avicultura há pavilhões completamente destruídos, é incalculável o número de aves que possam ter morrido”, acrescentou, sublinhando que muitos pequenos produtores também ficaram sem os seus animais, situação que considera que pode tornar-se num “problema social grave”.

A Ordem dos Médicos Veterinários está a tentar angariar, para os animais afetados, alimentos e medicamentos, nomedamente pomadas para as queimaduras e injetáveis.

Por outro lado, a Ordem está a agilizar a estratégia para a recolha de cadáveres juntamente com as autoridades competentes.