O PS, que abrirá o debate, indicou como tema as “questões sociais e económicas”, o BE optou pelas “políticas sociais, economia e relações internacionais” e o CDS-PP pelas “políticas de soberania, sociais e económicas”.

O debate quinzenal com António Costa acontece um dia depois de os democratas-cristãos terem anunciado que vão apresentar uma moção de censura ao Governo em resultado dos incêndios e devido à falha em “cumprir a função mais básica do Estado: proteger as pessoas”.

Também na quarta-feira, numa declaração ao país, o Presidente da República falou dos fogos, advertindo que usará todos os seus poderes contra a fragilidade do Estado que considerou existir face aos incêndios que mataram mais de 100 pessoas desde junho e defendeu que se justifica um pedido de desculpa.

Na declaração ao país, feita a partir da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, sobre os incêndios que deflagraram no domingo, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que é essencial o parlamento clarificar o seu apoio ao Governo, face à moção de censura do CDS-PP, para “se evitar um equívoco” ou “reforçar o mandato para as reformas inadiáveis”.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu também que se houver margens orçamentais, deve ser dada “prioridade à floresta e à prevenção dos fogos, considerando que esta “é a última oportunidade” para se agir nesta matéria.

As centenas de incêndios que deflagraram, no domingo, no Norte e Centro de Portugal, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram pelo menos 41 mortos e 71 feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

Ao debate quinzenal, seguir-se-á o debate com António Costa preparatório do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, em Bruxelas.Sobre esta reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que Portugal defende que o Conselho Europeu dê um “sinal político de empenhamento” da União Europeia a 27 e do Reino Unido em avançar com as negociações do ‘Brexit’.

Lusa