“Criar novas soluções está no nosso ADN”

“O nosso papel tem sido o de acompanhar os nossos clientes no seu percurso, dar-lhes um serviço de excelência”. Quem o afirma é Sandra de Carvalho Dias, Diretora Geral do GRUPO BC Portugal, que em entrevista à Revista Pontos de Vista abordou o crescimento da marca, abordando ainda a importância do Business Process Outsourcing – BPO e os desafios do mesmo.

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De forma a contextualizar o nosso leitor, afinal, o que é BPO (Business Process Outsourcing) e o que representa o mesmo no mundo empresarial? 

Bom, traduzindo à letra, trata-se do Processo de Externalização de Negócio, sendo que, efetivamente, no século passado, começou por ser uma tímida externalização de pequenas áreas de processos e tarefas, sob o método da replicação (terceirização), onde parcialmente, os custos de produção para a empresa passaram a ser variáveis.

No mundo empresarial, a entrada do BPO veio em primeiro lugar, criar leveza nas estruturas empresariais pois, de uma vez só, trouxe, por um lado a garantia de que as tarefas “no core” seriam totalmente asseguradas, o que libertava os seus recursos para se dedicarem ao core business e consequentemente atingir melhores resultados, e, por outro lado, trouxe também a possibilidade de grande parte da estrutura empresarial pudesse ter um custo variável.

Desde entidades públicas a privadas, no mundo inteiro e nas mais diversas áreas de atuação e de negócio, assiste-se cada vez mais ao recurso ao outsourcing, sendo que, hoje em dia e salvo melhor opinião, existe dois tipos de outsourcing, o puro e duro, onde se externalizam processos e tarefas a baixo custo, onde o que importa é o baixo preço e, por outro lado, o Outsourcing com consultoria de projeto e garantia de resultados, riscos operacional e reputacional absolutamente mitigados, onde se diagnosticam as necessidades da entidade, se elabora um Projeto de externalização que lhe convenha e se trabalha em parceria, acrescentando valor (parceiros no negócio). De salientar que, o facto de se elaborar projetos à medida da entidade, isso não quer dizer que não exista uma clara tendência para a transversalidade e customização dos processos e serviços, seja para Entidades, pequenas, médias ou grandes ou não seria vantajoso existir o BPO.

Sobre o percurso do Grupo BC em Portugal, como o definiria? Que papel têm assumido no mercado português nesta área?

Ainda que estejamos no mundo desde 1974, o Grupo BC está em Portugal desde 2005 sob a forma de sucursal e tem essencialmente na sua carteira de clientes entidades bancárias, fundos e consultoras.

O nosso papel tem sido o de acompanhar os nossos clientes no seu percurso, dar-lhes um serviço de excelência, sendo que a nossa atividade tem crescido bastante nos últimos dois anos, com a retoma económica. A necessidade de externalização de processos e tarefas é cada vez maior e em áreas cada vez mais especializadas e a nós, cabe-nos dar a resposta de qualidade a estas necessidades, acompanhando os clientes na necessidade de obter maior produtividade com maior controlo de custos de produção. Criar novas soluções está no nosso ADN, ainda mais agora, com o desafio tecnológico que todas as entidades enfrentam.

Que perspetivas considera que este novo modelo de negócio trouxe mais significativas à customização de custos e de recursos nas organizações?

A possibilidade de redimensionamento estrutural e controlos produtivo e orçamental que são essenciais a todas as organizações.

Por que motivos as empresas aderem ao BPO? 

Os motivos pelos quais as empresas aderem ao BPO são variados, desde os motivos organizacionais, de gestão, capacidade produtiva, controlo de custos, diversificação, partilha e mitigação de riscos, e poderíamos enumerar uns quantos mais, no entanto, o maior desafio a que as empresas estão sujeitas e que as leva a recorrer ao outsourcing especializado, é o da transformação tecnológica que obrigatoriamente terão de fazer a curto prazo, se se quiserem posicionar ou manter nos mercados em que atuam.

E quais são os maiores benefícios ao aderirem?

Total dedicação ao seu core business, modernização, leveza estrutural, controlo de gestão, garantia de execução e cumprimento de níveis de serviço (tempo e qualidade), controlo de custos e consequentemente, melhores resultados.

Há uma forma “mais eficaz” de implementação? Qual é? 

Salvo melhor opinião, não existem fórmulas mágicas, cada entidade tem o seu ADN e devemos trabalhar a partir daí, preparando um diagnóstico de necessidades para poder elaborar o projeto a desenvolver.

Depois de implementado, em quanto tempo os clientes conseguem verificar que o investimento foi um sucesso? 

Depende da tipologia, longevidade e da dimensão do projeto. Existem projetos que após a primeira semana da conclusão da implementação e entrada em produção já dão sinais de sucesso e existem outros, que pela sua complexidade e dimensão só poderão dar sinais de sucesso, no seu todo, após meses de implementação e entrada em produção.

No Business Process Outsourcing quais são os maiores desafios que os clientes enfrentam? E a empresa? 

Digamos que para ambas as partes, o primeiro é ultrapassar a resistência à mudança e o segundo a implementação da transversalidade e customização de circuitos de trabalho para departamentos e produtos diferentes dentro de uma mesma entidade, pelo menos na nossa área de atuação.

A terceirização assim como o outsourcing são praticados com o objetivo de reduzir custos e de melhorar a produtividade da empresa através da transmissão de atividades e processos a empresas especializadas, mas existem diferenças. Quais são elas? 

A terceirização é anterior ao outsourcing, foi pela externalização de tarefas mais simples e repetitivas que tudo começou, utilizando na maioria das vezes o método de replicação por ser assim, mais fácil o controlo. Digamos que ao longo do tempo a terceirização evolui para o outsourcing, precisamente pela necessidade de criação de soluções operativas e de especialização cada vez maior que as empresas têm. Ambos são necessários e muitas vezes complementares. 

O que difere o grupo bc dos demais players do setor?

43 anos de know-how, sempre a evoluir e a crescer quantitativa e qualitativamente. O nosso dinamismo na diversificação de serviços especializados e a busca constante de novas soluções para os nossos clientes.

Em Portugal concretamente, aquilo que nos distingue, é a equipa técnica e multidisciplinar que temos e a relação de proximidade que mantemos com a maior parte dos nossos clientes, a escuta ativa e a capacidade de nos colocarmos no seu lugar e conseguir assim diagnosticar necessidades e desenvolver projetos e soluções à medida. Se tiverem curiosidade, consultem o nosso site: www.grupobc.com