“O seguro de crédito é o aliado natural das empresas”

“Desenvolver uma estratégia comercial e um processo de venda obriga a estabelecer e gerir corretamente uma grande variedade de áreas do negócio, entre as quais se destacam o credit management”. É aqui que entra o seguro de crédito para gestão de risco de crédito. Rita Lacerda, Diretora Geral da CESCE Portugal, explica-nos mais.

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Para contextualizar o nosso leitor, o que é a gestão de risco de crédito? 

Desenvolver uma estratégia comercial e um processo de venda, obriga a estabelecer e gerir corretamente uma grande variedade de áreas do negócio, entre as quais se destacam o credit management, a pesquisa de clientes solventes, definir as condições de venda, monitorizar o rendimento dos clientes, analisar a posição e ações perante a morosidade e financiar as necessidades de circulante do crédito comercial.

O Seguro de crédito entra em todas estas fases de gestão de risco de crédito.

Qual é a importância das avaliações de risco de crédito? 

A CESCE é uma Companhia de seguros de crédito que se caracteriza pelo acompanhamento dos seus clientes em todo o seu ciclo de negócio, oferecendo assessoria e consultoria através dos seus serviços e ferramentas, que são consideradas as mais inovadoras do mercado.

Conseguimos implementar um painel de soluções totalmente inovadoras que dinamizaram o mercado e aportaram novos conceitos e serviços.

A CESCE conseguiu alcançar estes desafios graças à sua investigação e análise das necessidades das empresas para, desta forma, desenvolver uma carteira de soluções integrais, flexíveis, adaptadas a cada empresa, que cobrem toda a panóplia de serviços inerentes à gestão do crédito comercial.

Somos um aliado fundamental do exportador. Conhecemos bem os mercados de exportação, conseguindo que a taxa de morosidade das empresas seja zero.

Cobrimos o risco de incumprimento de faturas tanto nos mercados externos como em Portugal. Isto é particularmente importante para as empresas já que se traduz em ter a segurança que todas as suas vendas se convertem em cobranças. É muito difícil abrir caminho em mercados não habituais e garantir que as transações se convertam em receitas. 

Neste sentido, que soluções a CESCE oferece? 

A oferta de valor concretiza-se na CESCE MASTER OURO, a ferramenta com que a CESCE rompeu o princípio da globalidade e, inclusivamente, mudou a própria natureza do seguro de crédito.

CESCE MASTER OURO conta com um amplio portefólio de serviços que configuram uma solução integral para se adequar às necessidades de cada empresa: gere de forma inteligente e eficiente os riscos de crédito em todas as fases do ciclo empresarial e conjuga na sua estrutura uma ampla carteira de instrumentos, desde a prospeção de novos clientes solventes a quem pode vender e a assessoria dos riscos comerciais, até à gestão de cobranças, a indemnização em caso de sinistro e o acesso a distintos canais de financiamento.

CESCE MASTER OURO, entre outras características, oferece a oportunidade de analisar e avaliar os riscos comerciais concretos com os quais se enfrenta cada cliente. Risk Management é um sistema de seguimento em tempo real dos possíveis riscos derivados do crédito da carteira de clientes. Esta ferramenta conta com diferentes modelos estatísticos de decisão sobre os diferentes comportamentos de pagamento dos clientes e permite às empresas controlar cada um dos riscos representados pelos seus clientes.

Através do serviço de Transferência de Risco, as empresas têm a possibilidade de controlar a evolução de riscos da sua carteira de clientes e devedores, definir que clientes cobrir ou não e estabelecer os valores sobre os quais deseja aplicar uma cobertura de riscos. Neste sentido, a CESCE põe à disposição de cada cliente duas soluções concretas, configuráveis segundo as suas necessidades: Full Cover, cobertura da totalidade da carteira, com a particularidade de que a oferta de preços é distinta segundo a qualidade do devedor. Pay Per Cover, oferece ao empresário uma flexibilidade única ao não ter a obrigatoriedade de cobrir toda a carteira de devedores e poder decidir que riscos concretos transfere para a CESCE e em que momento.

Por outro lado, as nossas apólices podem garantir até 95% das faturas dos nossos clientes tanto em Mercado Interno como no Mercado Externo, proporcionando uma ausência total de risco comercial.

Também retirámos o limite máximo de indemnização das nossas apólices MASTER OURO. Ou seja, os nossos segurados deixaram de ter um teto máximo de indemnizações.

Por fim, pagamos as indemnizações em dois meses o que permite repor as quebras de tesouraria provocadas pelos atrasos de pagamento. 

Que análise é possível fazer sobre a presença da CESCE em Portugal? 

Desde a abertura em 2003 do escritório no Porto que o mercado português é uma oportunidade para a CESCE, reforçada em 2005 com a sede corporativa da Sucursal em Lisboa.

O nosso objetivo tem sido acompanhar o crescimento dos nossos clientes, apoiando as suas necessidades de limites de risco e procurando novos mercados de atuação para potenciar as suas vendas.

Para nós a grande qualidade do seguro de crédito é precisamente potenciar as vendas das empresas e este ano estamos com um crescimento de vendas admitidas no seguro de 28%. Ou seja, nós estamos a aceitar cada vez mais limites de risco e por isso mesmo os nossos clientes estão a vender cada vez mais.

Outro grande objetivo nosso é crescer em número de clientes aumentando o mercado de seguro de crédito.

A cultura do seguro de crédito está pouco desenvolvida em Portugal. Os nossos empresários veem este seguro como um custo e não como a mais-valia do que é trabalhar, desenvolver e potenciar as vendas das empresas com o apoio da informação privilegiada que uma seguradora de crédito tem, com o efeito preventivo ao incumprimento dos seus clientes pelo facto de terem as vendas seguradas e pela recuperação total dos seus créditos em caso de incumprimento.

Muitas empresas portuguesas consideram que conhecem bem o seu mercado e os seus clientes e o risco que têm nas suas vendas a crédito não é suficiente para terem que fazer um seguro de crédito para todos os seus clientes.

Para estas empresas as soluções tradicionais de seguro de crédito não se adaptam. Por isso a CESCE introduziu no mercado o produto Pay per Cover, no qual as empresas podem ter toda a sua carteira de clientes em vigilância de risco operada por uma Seguradora de crédito com todas as informações privilegiadas que temos como as Informações comerciais, Relatórios e Contas, informação do Banco de Portugal e Espanha e principalmente as comunicações de vendas, cobranças, prorrogações e sinistros de todos os nossos segurados de Portugal, Espanha, França e América Latina.

Para além desta vigilância de riscos, as empresas podem selecionar apenas alguns clientes que considerem que têm mais risco de incumprimento ou onde têm uma maior exposição das suas vendas para cobertura de seguro de crédito, pagando prémio apenas para a cobertura destes clientes

À medida que a carteira de clientes de uma empresa cresce e se diversifica torna-se, por vezes, difícil o controlo e a gestão assertiva da mesma. Este é um dos maiores desafios que as empresas enfrentam atualmente? 

Toda a empresa que vende a outras empresas confronta-se com decisões de credit management: encontrar clientes solventes, decidir sobre as condições de venda, fazer o seguimento dos clientes, decidir o que fazer com o risco de crédito (se o transfere ou não), estabelecer um protocolo para recuperar os valores em mora e financiar as necessidades de circulante que gera o crédito a clientes.

Por outro lado, enfrentar um processo de internacionalização pressupõe um importante esforço, tanto económico como logístico para as empresas que decidem dar o salto para outros mercados. A globalidade aumentou exponencialmente a concorrência empresarial, multiplicando os riscos que as empresas enfrentam todos os dias.

O seguro de crédito é o aliado natural das empresas no seu processo de internacionalização uma vez que oferece uma proteção contra o incumprimento dos clientes.

Hoje em dia, após a crise, a internacionalização passou a ser uma obrigação para as empresas, mais do que uma “aventura” como antes se podia considerar. Com este objetivo os nossos eixos centrais de atuação são e serão sempre a permanente inovação tecnológica e a ampliação da nossa gama de serviços, com a finalidade de acompanhar o processo completo de internacionalização das empresas. 

A CESCE oferece, através de Risco País, o diagnóstico dos riscos políticos e comerciais que afetam as operações de comércio e de investimento no exterior. A verdade é que com a globalização o tecido empresarial enfrenta riscos múltiplos? 

A CESCE sempre teve um serviço de análise e estudo muito potente. Tanto no que se refere ao risco país porque, em muitas situações o que se trata é de saber se o risco soberano de um Estado é bom e se o país vai poder devolver um crédito, como ao risco comercial privado.

Contamos com uma profunda especialização que nos permite oferecer uma assessoria integral e uma valoração personalizada dos riscos políticos e económicos a curto, médio e longo prazo, que podem afetar as operações comerciais. O Risco País é uma ferramenta que faz um diagnóstico dos riscos derivados do comércio internacional e investimento no exterior. Desde há quase 50 anos, a CESCE acumulou uma experiência própria de negócio em todo o mundo e um conhecimento sobre os riscos dos processos de internacionalização através do estudo dos principais indicadores políticos e económicos dos países.

 Assim sendo, o seguro de crédito é uma ferramenta fundamental?

É fundamental e os empresários começam a estar conscientes da importância de assegurar as vendas no momento em que lhes chegam os “desgostos”, ou seja, quando ficam por cobrar uma parte das suas vendas. Há muitas pequenas e médias empresas que não sabem que podem segurar as suas vendas para o mercado externo. Por isso todos os que trabalhamos neste Sector devemos esforçar-nos para realizar um trabalho de difusão do seguro de crédito.