Bosnian Serb army commander General Radko Mladic salutes during the promotion of a new unit "The Drina Wolfe" in Vlasenica north-east of Sarajevo December 2 - PBEAHUNFEBP

“Mladic foi uma das primeiras pessoas a serem indiciadas pelo [meu] gabinete e o último a ser reconhecido culpado”, acrescentou o jurista belga.

Nas declarações aos jornalistas à saída das instalações da instância judicial ‘ad hoc’ da ONU em Haia — estabelecida em 1993 e que encerra a sua atividade no final deste ano — Serge Brammertz também fez questão de sublinhar que a condenação de Mladic não é um veredicto contra o povo sérvio.

“A culpabilidade de Mladic é dele, e apenas dele”, disse.

Os setores nacionalistas sérvios, em particular, sempre definiram o TPIJ como uma instância “anti-sérvia”, pelo facto de larga maioria dos indicados e condenados serem sérvios.

Os juízes deste tribunal condenaram hoje Mladic por 10 atas de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, e aplicaram uma pena de prisão perpétua ao ex-general de 74 anos.

Mladic foi absolvido de uma ata de genocídio relacionada com operações de limpeza étnica em cidades e povoações da Bósnia. Ao referir-se a esta decisão, Brammertz anunciou que vai analisar o julgamento antes de decidir se intrepõe um apelo relacionado com a ata de acusação em que o ex-militar sérvio bósnio foi considerado não culpado.

LUSA