O acórdão que absolve a autora belga foi publicado pela Relação de Lisboa, no passado dia 03, e fonte da Casa das Letras/LeYa disse hoje à agência Lusa que a obra vai ser “recolocada” no mercado, em 2018.

O livro tinha sido retirado pela editora, perante a suspeita de plágio da obra de Felícia Cabrita, ‘Os Amores de Salazar’.

Em causa estavam supostas semelhanças entre o capítulo da belga Diane Ducret, sobre a vida privada de António de Oliveira Salazar, e o livro da jornalista portuguesa.

Em janeiro de 2012, quando a obra foi retirada, uma responsável da Casa das Letras/LeYa disse à agência Lusa que ‘Mulheres de Ditadores’ teve uma tiragem de 3.000 exemplares, tendo sido retirados do mercado 1.800, havendo então cerca de 500 em armazém.

Sentencia o acórdão da Relação de Lisboa que Diane Ducret “deve ser absolvida da acusação [de plágio] e do pedido de indeminização civil”, feito por Felícia Cabrita.

Segundo o documento, “não está provado que Diane Ducret tivesse violado com dolo ou mera culpa, o direito de autor de Felícia Cabrita”.

Neste sentido, continua o acórdão, Felícia Cabrita “não tem direito a qualquer indeminização civil” e deve ainda “suportar as custas do processo”.

A decisão “unânime” da Relação sentencia a “absolvição” de Diane Ducret.

Diane Ducret, natural de Anderlecht, redigiu documentários históricos para a cadeia televisiva France 3 e, em 2009, moderou “Le fórum de l’Histoire”.

‘Mulheres de Ditadores’, editado pelas Éditions Perrin, foi o seu primeiro livro que se tornou um ‘best-seller’ em França, estando já traduzido em 18 línguas, entre as quais o português.