Num relatório divulgado, o grupo disse que a maioria das vítimas no Brasil eram indígenas, trabalhadores sem terra e “outros indivíduos trabalhando em questões relacionadas com a terra e ao meio ambiente”.

Renata Neder, conselheira de direitos humanos da Amnistia Internacional, afirmou que os números mostram mais ativistas mortos no Brasil do que qualquer outro país das Américas e lembrou que o número de vítimas está a aumentar a cada ano no país.

De acordo com o relatório, cerca de 3.500 ativistas de direitos humanos foram assassinados em todo o mundo desde que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas adotou a Declaração sobre os Defensores de Direitos Humanos, em 1998.

No ano passado, foram mortos 281 defensores dos direitos humanos em todo o mundo, sendo que 49% deles atuavam em questões sobre a posse da terra, território e meio ambiente.