O anúncio do Presidente norte-americano, sobre a eventual transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, será feito às 18:00 horas de Lisboa.

Trump “reconhecerá Jerusalém como a capital de Israel”, disse um funcionário do Governo norte-americano, sob condição de anonimato, destacando o “reconhecimento de uma realidade” tanto histórica como contemporânea.

Esta reviravolta na política externa dos Estados Unidos tem a ver com uma promessa de campanha de Trump e vai contra uma década de medidas cautelosas dos anteriores Governos sobre esta questão.

Vários líderes, incluindo o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o rei saudita Salman, advertiram que a decisão poderia desencadear um surto de violência na região do Médio Oriente.

A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental conquistada em 1967.

Israel considera a Cidade Santa a sua capital “eterna e reunificada”, mas os palestinianos defendem pelo contrário que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

Uma lei norte-americana de 1995 solicitava a Washington a mudança da embaixada para Jerusalém, mas essa medida nunca foi aplicada, porque os Presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama adiaram sua implementação, a cada seis meses, com base em “interesses nacionais”.