“Há indícios claros de fraude eleitoral nas Honduras e esses sinais devem ser investigados e deve respeitar-se a vontade dos eleitores”, disse Vivanco, em comunicado.

“Isso não só implica que todos os votos devem ser contados corretamente, como também que as autoridades hondurenhas devem garantir o direito ao protesto pacífico”, acrescentou.

Segundo a mais recente contagem do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) das Honduras, o candidato à reeleição pelo Partido Nacional (direita), Juan Orlando Hernández, obteve 42,95% (1.410.877 votos), enquanto Salvador Nasralla, da formação de esquerda Aliança da Oposição contra a Ditadura, somou 41,42% (1.360.439 votos).

A missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) que se estabeleceu nas Honduras denunciou “irregularidades, erros e problemas sistémicos” no processo eleitoral, que somados à “estreita margem dos resultados”, “não permitem ter a certeza sobre os resultados”.

Uma dezena de pessoas morreu nos confrontos registados durante a recontagem dos votos e as autoridades decretaram o recolher obrigatório em todo o país.