Para a posteridade, e depois de décadas de participações e de uma quantas desilusões, Portugal conquistou a Eurovisão. Fê-lo em português e de Sobral maneira, com ‘Amar Pelos Dois’, uma música da Luísa e uma interpretação de Salvador que correram o mundo.

No cinema tivemos oportunidade de ver história a fazer-se nos Óscares. ‘Moonlight’ foi o grande vencedor, mas antes de receber o Óscar de Melhor Filme viu subir ao palco os produtores de ‘La La Land’.

Foi uma troca de envelopes que encerrou de forma caricata uma cerimónia que tem a fama de ser preparada ao menor detalhe. Mas o maior choque de Hollywood veio com as revelações de casos de assédio sexual. Várias atrizes de renome vieram a público revelar abusos por parte do produtor Harvey Weinstein, abrindo caminho ao ‘efeito Weinstein’, que escancarou a porta entreaberta do assédio sexual. Não se pense, porém, que as polémicas ficaram do lado de lá do Oceano Atlântico.

Em Portugal a Cultura ficou marcada por vários temas. Houve festas em monumentos que mereceram críticas e até investigações. Mas houve também surpresas felizes, como o facto de a escritora portuguesa Ana Teresa Pereira ter sido a primeira mulher a vencer o prémio literário Oceanos e os números de sucesso em exposições como as de Joan Miró e do ‘nosso’ Almada Negreiros.

Este foi mais um ano em que fomos forçados a dizer adeus a figuras marcantes. No grande e no pequeno ecrã, perdemos heróis como o Batman Adam West e o 007 Roger Moore, mas também realizadores como Jonathan Demme e os mestres de terror George Romero e Tobe Hooper.

Na música, dissemos adeus a figuras que marcaram gerações. Foi assim com Chester Bennington, dos Linkin Park, Chris Cornell, dos Soundgarden, mas também históricos como Fats Domino, Jerry Lewis ou Chuck Berry. E ainda a Charles Bradley, um veterano descoberto já tarde mas ainda a tempo de o celebrarmos. Infelizmente, morreu sem ter oportunidade de atuar na edição deste ano do Vodafone Mexefest.

A perda mais sentida em Portugal, porém, foi a partida de um guitarrista que, além dos riffs, nos deu também uma boa disposição que tocava a todos. “O nosso Zé Pedro deixou-nos. Foi em paz”. E no dia do funeral ‘Para Sempre’ ecoou pelo país fora.

Nas bilheteiras de cinema os portugueses fizeram as suas escolhas. ‘Velocidade Furiosa 8’ foi o filme mais visto do ano, mas o top 10 contou com escolhas bem variadas. No cinema português, entre distinções internacionais, houve ‘O Fim da Inocência’ como filme português mais visto de 2017. O centenário de Fátima, porém, não deixou de ser assinalado, com filmes bem diferentes a focarem-se no fenómeno.

Ainda no que toca à Sétima Arte,foi um ano marcado pelos filmes de super-heróis e pelas sequelas de filmes e personagens que deixaram saudades nos espectadores.

À boleia dos muitos filmes e séries baseados em super-heróis e personagens saídas da banda desenhada que surgiram nos últimos anos, muitas pessoas querem descobrir ou redescobrir as histórias que os inspiraram.

Como será 2018? É a pergunta que se coloca…