“Os aumentos que se estão a verificar limitam o impacto da melhoria mais significativa das condições de vida da população que, pela intervenção do PCP e pela luta dos trabalhadores e das populações, foram conquistadas nos dois últimos anos”, lê-se em comunicado, no qual se enumera “desde os transportes públicos às portagens, do pão às rendas da habitação, do serviço postal às comissões bancárias”.

Para os dirigentes comunistas, “o Governo PS continua a optar por não libertar o país dos constrangimentos impostos pela União Europeia e o grande capital, que atingem as condições de vida de grande parte da população”.

No setor da energia, “o PCP chama a atenção para o facto de em 2017 o Governo não ter cumprido a Lei do Orçamento do Estado (OE) no que concerne à redução do preço do gás de botija, bem como uma posterior resolução” comunista aprovada no parlamento, “no mesmo sentido”, continua o texto, defendendo “medidas concretas que permitam reduzir o preço do GPL” (gás liquefeito de petróleo) em botija e canalizado, “com a instituição de um regime de preços máximos”.

Para o PCP, “há muito por onde cortar nos avultados lucros da EDP, da REN e de outras eletroprodutoras”, nomeadamente “integrando nos cortes as verbas ilegalmente obtidas nos CMEC (Contratos de Manutenção de Equilíbrio Contratual), vulgo rendas, transpondo para as elétricas os custos do défice tarifário, fazendo a REN suportar os custos de novas redes ou eliminando os custos da garantia de potência”.

“Teria sido possível, fossem outras as opções do Governo, impedir o aumento de 2,5% do custo dos transportes públicos, alargar a regulação dos preços a todo o setor elétrico e impor uma baixa global à custa dos lucros das empresas, travar novas subidas nos custos dos serviços bancários, congelar uma parte significativa dos custos dos serviços públicos prestados, tal como foi feito, por iniciativa do PCP, com as propinas do Ensino Superior”, lê-se ainda.