O FC Porto entrou em 2018 como se despediu de 2017 e segue embalado na melhor sequência de vitórias desta temporada – já se contam sete, distribuídas pelas quatro competições em que se encontra envolvido. Na noite desta quarta-feira, no Estádio Marcolino de Castro, bateu o Feirense por 2-1, com golos de Aboubakar e Felipe, num jogo em que sai líder da Liga e com fortes razões de queixa do trio de arbitragem liderado por Fábio Veríssimo, que perdoou três expulsões à equipa da casa e ainda um penálti sobre Marcano.

Sérgio Conceição apresentou em Santa Maria da Feira um onze com cinco alterações relativamente àquele que alinhou de início no passado sábado frente ao Paços de Ferreira, para a Taça da Liga (3-2). José Sá reocupou o lugar na baliza para liderar uma defesa à qual também voltou Felipe; ao meio-campo regressou Danilo, que cumpriu castigo na Mata Real; e no ataque, Corona e Aboubakar recuperaram a titularidade.

Os Dragões entraram a mandar no jogo, apostando na profundidade para chegar rapidamente à última linha de definição, mas encontraram pela frente um adversário muito compacto, com os setores muito próximos e bem organizado defensivamente. A muralha feirense resistiu até o inevitável Aboubakar aparecer: Brahimi ganhou uma bola na esquerda e assistiu o camaronês para o 50.º golo com a camisola azul e branca, o 24.º golo na temporada e o 13.º na Liga (22m).

A vantagem, porém, durou apenas quatro minutos, porque, na sequência de um livre, Luís Rocha ganhou a bola nas alturas e devolveu o empate ao marcador (26m). A partir daí, a equipa de Santa Maria da Feira baixou o bloco, o FC Porto sentiu mais dificuldades em chegar junto da baliza de Caio e até ao intervalo só conseguiu fazê-lo com perigo por duas ocasiões, que o guarda-redes brasileiro resolveu com duas boas intervenções: primeiro num remate de Brahimi (28m) e depois num livre frontal de Alex Telles (36m), nascido de uma falta violenta cometida à entrada da área sobre o extremo argelino, mas que Fábio Veríssimo decidiu punir apenas com um cartão amarelo. Pouco antes, o árbitro de Leiria já tinha estado em evidência ao não expulsar Kakuba por outra falta sobre Brahimi às margens da lei (32m).

Sem Herrera, a cumprir castigo, faltava aos portistas quem construísse jogo, Sérgio Conceição percebeu isso e, no início da segunda parte, lançou Óliver para o lugar de André André (57m), já depois de ter visto Fábio Veríssimo não ter assinalado grande penalidade por falta de João Silva sobre Marcano (52m), que daria o segundo amarelo ao avançado local. A verdade é que, apesar de conceder o domínio territorial ao FC Porto, o Feirense estava confortável no jogo, conseguia controlar as ações dos portistas, tapando-lhes o caminho para a baliza de Caio. Sérgio Conceição voltou a mexer, colocando Soares no lugar de Corona, mas acabou por ser um defesa a resolver um problema que ameaçava tornar-se bicudo: Alex Telles bateu o canto e Felipe subiu ao terceiro andar para cabecear, de forma fulminante, para o fundo das redes (76m).

A partir daí, Fábio Veríssimo voltou a entrar em ação: o juiz de Leiria começou por exibir um cartão amarelo a Soares por supostamente simular uma falta que, de facto, existiu (79m); depois, expulsou Felipe por acumulação de amarelos (83m), quando antes não revelou o mesmo critério em relação a Tiago Silva, que, já com um amarelo, cometeu uma falta sobre Óliver também merecedora de ação disciplinar (69m); e, já no tempo de compensação, amarelou Marcano por uma falta que mais ninguém viu (90+5m). Os três pontos foram mesmo conseguidos contra tudo e contra todos.

Texto em: http://www.fcporto.pt/pt/noticias/Pages/jogador-1-pos-feirense-fc-porto-16jor-liga-nos.aspx