Há cerca de 60 mil crianças norte-coreanas que poderão vir a sofrer com a fome na sequência das sanções aplicada à Coreia do Norte.

O alerta é da UNICEF, que explica que as sanções que têm sido aplicadas à Coreia do Norte devido ao seu programa balístico e nuclear não visam a ajuda humanitária.

Omar Abdi, da UNICEF, salienta que todas as operações relacionadas com ajuda humanitária estão isentas de sanções. Pode, porém, haver uma reação que afete também a entrega de mantimentos no país.

“O que acontece é que as empresas que providenciam bens ou transporte de mercadorias são muito cuidadosas. Não querem correr o risco de serem mais tarde acusadas de quebrar as sanções impostas”. E esse cuidado acaba por afetar a entrega de bens de ajuda à população.

Neste momento, explicou, este processo de conseguir bens e entregá-los está já mais difícil “e a demorar um pouco mais”. Além do mais, “não há muitas empresas de transporte marítimo a operar naquela área”, explicou ainda.