Esta merecida atenção da imprensa internacional por Conimbriga irá contribuir para promover a imagem daquele que é o mais importante sítio arqueológico do período romano existente em Portugal e que em 2017 ultrapassou os 100 000 visitantes.

Conhecidas desde o século XIX, foi a partir de 1930 que as ruínas de Conímbriga ganharam importância e as escavações arqueológicas ali efetuadas desde então tem arrojado luz sobre diversos aspetos da cidade, que vão da arquitetura e do urbanismo aos detalhes do quotidiano do cidadão anónimo.

Por volta de 136 a.C. os romanos conquistaram Conímbriga, já então um florescente povoado habitado por uma população de origem céltica.

Posteriormente, Conímbriga teve amplo desenvolvimento. Ao tempo do imperador Augusto o núcleo urbano foi objeto de um notável projeto urbanístico, que contemplou a construção de uma muralha e o dotou de diversas infraestruturas entre as quais se contam o aqueduto, o fórum e umas termas públicas. Pouco tempo volvido, talvez ao tempo de Cláudio I, era erguido o anfiteatro.

A cidade cresceu e os imperadores Flávios (69-79 d.C.) elevaram-na à categoria de município. As décadas seguintes foram de prosperidade. Mas o final do século III trouxe ventos de mudança. Conímbriga retraiu-se. No último quartel do século V Conímbriga passou para o domínio dos Suevos, mas a sua importância manteve-se, como atesta o estatuto de sede de bispado que conservou. Sucederam-lhe os Visigodos e, posteriormente os Árabes, de cuja presença a arqueologia vai dando testemunho.

Estima-se que, no seu apogeu, Conímbriga pudesse ter cerca de quatro a cinco mil habitantes. Seria uma pequena cidade de província pelos padrões da época. A sua originalidade reside no fato de, contrariamente à maior parte das grandes urbes de então e que ainda hoje se mantém vivas, Conimbriga ter sido desabitada ao longo do tempo, desaparecendo da vista e da memória dos homens nos alvores da Idade Média. Os edifícios e as ruas onde a vida em tempos pulsara cederam o lugar a ruínas que logo se transformaram em campos agrícolas. Esta interrupção da ocupação do espaço permitiu a conservação e preservação de Conímbriga. Os cerca de três hectares atualmente escavados e expostos ao público representam apenas cerca de um sétimo de toda a área outrora ocupada. A este nível Conímbriga é um caso excecional no quadro da arqueologia do período romano, pois é uma daquelas raras cidades que conserva potencial para ser escavada e conhecida na quase totalidade, revelando – se uma fonte extraordinária de conhecimento sobre aquele que foi um dos maiores impérios de toda a História da Humanidade: o Império Romano.

O percurso das ruínas

Ao longo do percurso aberto ao público, é possível ver a imponente muralha tardia, datada de finais do século III, as ruínas das majestosas residências de endinheirados aristocratas e burgueses locais, de que destacamos a esplendorosa Casa dos Repuxos. Jardins interiores, paredes com vestígios de estuques pintados a fresco, pavimentos ricamente decorados por mosaicos ou edifícios termais privados recordam o requinte em que viviam as elites.

Mais além, erguem-se os vestígios do aqueduto, das insulae – o equivalente aos modernos prédios de apartamentos, com o piso térreo ocupado por lojas -, o fórum da cidade – centro da vida política e religiosa -, e as grandes Termas do Sul, com a sua magnífica palestra. 

O Museu Monográfico de Conímbriga

o Museu Monográfico de Conímbriga, agora Museu Nacional, foi fundado em 1962 e reúne alguns dos objetos que foram encontrados nas escavações. É dedicado inteiramente à explicação e materialização daquele espaço arqueológico, retratando aspetos tão diversos como a vida quotidiana, a arquitetura ou os cultos, merecendo destaque a sala inteiramente dedicada ao Fórum. 

Museu Monográfico de Conímbriga breve apresentação

Museu Monográfico

Diz-se Monográfico porque, à semelhança dos “museus de sítio”, apenas expõe objetos encontrados nas Ruínas. 

As Ruínas de Conímbriga

O planalto onde se encontram as ruínas romanas de Conímbriga foi habitado, pelo menos, desde o século IX a. C., por uma população de tradição indígena, que teve na pastorícia a sua base de subsistência. No ano de 136 a. C., com a chegada dos romanos a esta região, o oppidum de Conímbriga transformou-se numa imponente cidade, possuindo, à semelhança de outras urbes de tradição romana, um fórum, um anfiteatro, conjuntos de balneários, termas, casas senhoriais pavimentadas a mosaico, uma rede viária e todo um conjunto de infraestruturas ainda hoje visitáveis.

O Museu

Fundado em 1962 para albergar os objetos retirados das escavações de Conímbriga, sofreu, entre os anos de 1976 e 1985, uma profunda remodelação que o colocou no panorama de referência da museologia nacional da época. Atualmente, pauta-se entre os mais visitados do país com cerca de 100 000 visitantes anuais.

Serviços

O Museu Monográfico de Conímbriga possui Serviços Educativos, Biblioteca, Loja, Restaurante, Cafetaria, Auditório, Laboratório e Oficina de Restauro. 

Perspetivas

O Museu Monográfico de Conímbriga procura ser um espaço de referência na forma de encarar a museologia atual, tendo como políticas de atuação a integração da comunidade local nos desígnios da instituição e o estabelecimento de laços de cooperação e de parceria com a sociedade em geral.

Informações

Museu Monográfico de Conímbriga

Museu Nacional , 3150-220, Condeixa-a-Nova

239 941 177 |  Facebook |  Twitter

E-mail: geral@mmconimbriga.dgpc.pt

Coordenadas GPS:

40º05’55.16”N

8º29’24.87”O