José Carlos Pereira, que está no mundo do desenvolvimento de negócios há mais de 20 anos, é experiente em gestão de projetos internacionais e vendas, atuou em múltiplas empresas, quer nacionais, quer multinacionais. Foi o primeiro a estrear o palco e falou sobre como pensar e conceber um plano robusto para internacionalizar o negócio e ainda sobre financiamentos disponíveis para a atividade exportadora. Começou por explicar que o mais difícil e, talvez, o mais importante é “encontrar o parceiro certo, seja ele agente, distribuidor, importador ou mesmo sócio. Salientou que o acerto na escolha pode valer à empresa o queimar de etapas na sua curva de experiência”.

Ao longo do workshop foi dando algumas dicas sobre a forma de como as empresas se devem posicionar no mercado destino e quais os erros que são mais frequentes e devem ser evitados: “Um dos erros das empresas é descurar a relação de proximidade com os mercados e com os clientes ou acreditarem em tudo o que ouvem, tomando decisões com base nas emoções e não tanto em racionalidade”. A parte final da intervenção de José Carlos Pereira foi dedicada à explicação de como formular uma candidatura a programas de incentivos e que cuidados devem os empresários ter em conta.”

“A Isabel de Araújo Simões, advogada, coube o tema “Novo Regulamento Geral de Proteção de Dados”. Começou por explicar a importância da prevenção no âmbito do Regulamento, sendo muito importante o aconselhamento do advogado/Jurista para o cumprimento do Regulamento mas também “se houver violação, estão previstas sanções, e aí uma vez mais o papel do advogado é determinante na defesa dos responsáveis.

“É determinante que recolham os dados estritamente necessários, a pessoa tem que perceber para que finalidade vai fornecer os seus dados e dar o seu consentimento”, começa por explicar.

As novas regras podem gerar alguma confusão e receio às empresas, como o caso do consentimento e da sua obtenção, sendo que “Se o consentimento tiver sido devidamente obtido, antes da aplicação das novas regras, as empresas não terão que se preocupar”.

Relativamente às crianças, dos 13 aos 16 anos, – as empresas têm de provar que obtiveram o consentimento dos responsáveis pela criança para a utilização dos dados e/ou que esta tinha maturidade suficiente para saber o que estava a fazer.

Quanto às categorias especiais, os chamados dados sensíveis merecem mais atenção. “Dados recolhidos como os da medicina no trabalho… o que importa aqui saber é se a pessoa está ou não apta para trabalhar. Outros dados recolhidos têm que ter um nível de proteção elevado, não podem estar acessíveis. Aqui, a proteção de dados tem de estar muito bem guardada.

A violação de dados pessoais não tem reparação possível e por isso o seu tratamento tem de ser obrigatoriamente cumprido e restrito.

No caso de violação, as empresas terão um prazo de 72 horas para comunicarem à comissão protetora o sucedido”.

Há ainda dois novos direitos atribuídos aos titulares dos dados: o apagamento e a portabilidade dos dados.

Fala-se que o tratamento de dados irá gerar cerca de 175 mil novos postos de trabalho.

“As empresas têm de ter mecanismos para não violarem os direitos”. A advogada graceja embora fale de forma séria quando diz que “isto vai gerar imensas oportunidades de queixas porque o queixoso não tem de provar que teve dano mas sim que as empresas violaram direitos. Vai aparecer uma nova profissão: o profissional da queixa!”

Jorge Cunha, Fundador e Senior Partner da IT Tech BuZ, consultora especializada em projetos e prestação de serviços de otimização com base em Corporate Analytics & Metrics relacionados com a indústria digital.  A sua intervenção foi dedicada à otimização e retorno disso mesmo: Marketing Digital.

Ao longo da sua abordagem, a plateia foi esclarecida sobre a importância de uma boa estratégia online para o sucesso empresarial e de como tirar o melhor partido dela. Foram discutidas questões sobre como se devem preparar as empresas para os mercados externos, por que devem, e como, realizar estudos de mercado, construir personas e adequar o produto aos mercados em que se apresentam, tendo em conta fatores como a demografia, cultura e tradições.

No fundo, o essencial, segundo Jorge Cunha, é saber para quem estamos a comunicar. Por isso, qualquer campanha deve ser planeada e ter em conta a definição de objetivos, o público-alvo, conteúdos, imagens e a sua distribuição. Em suma a Gestão do Marketing Digital só pode ser efetiva se for medida!

Dulce Forte, fundadora da DSolutions Consultoria & Formação e membro fundador da AIIE, encerrou a sessão com o tema “Incentivos para a internacionalização e qualificação”. Com uma vasta experiência em formação, consultoria e elaboração de candidaturas a fundos comunitários a interlocutora explicou que o objetivo da AIIIE é ajudar as micro e pequenas empresas na internacionalização e qualificação dos seus serviços podendo recorrer a apoios para implementação de sistemas de garantia da qualidade e economia digital, entre outros.

A AIIE disponibiliza um serviço de elaboração de candidaturas para os seus associados e pretende também facilitar o processo de internacionalização destas empresas, dentro ou fora de Portugal, dispondo de parcerias estratégicas que identificam oportunidades, acompanham o processo de instalação e/ou exportação, divulgam os serviços das empresas nos mercados e possuem espaços privilegiados para que estas empresas possam estabelecer-se, e que tornam assim efetiva a sua Internacionalização.

A OPINIÃO DE Sílvia Fernandes,

Conselho Consultivo AIIE Internacionalização/AIIE:

Um novo parceiro para as micro e pequenas empresas


Partir em busca de novos mercados, fez com que nos últimos anos a palavra “internacionalização” se tenha vulgarizado nos meios empresariais. Hoje, é raro o empresário que não tenha ouvido falar, ou mesmo, não tenha já vivenciado uma experiência de trabalho além-fronteiras. Relatos de casos de sucesso, mas também de muitos fracassos, preenchem as conversas nos bastidores dos workshops e seminários que se vão realizando um pouco por esse país fora, esteja ou não o tema dos mesmos relacionado com a internacionalização.

Neste universo, as micro e pequenas empresas, vão olhando de forma tímida para os mercados externos, atitude perfeitamente natural se tivermos em conta o investimento e os riscos que o processo de internacionalização pode representar, sobretudo, quando não são contemplados adequadamente factores essenciais como a recolha de informação correta e a escolha de parceiros seguros.

No entanto, são também estas empresas que por exigirem menos investimento em estrutura, acabam por ter melhores probabilidades de sucesso.

A AIIE – Associação Internacionalização e Inteligência Económica, nasce precisamente para apoiar estas empresas, acompanhando-as de forma ativa nos seus processos de Internacionalização, acompanhando-as quer em Portugal, quer nos mercados de destino, através de parcerias estratégicas que identificam oportunidades de negócio, acompanham todo o processo de instalação e/ou exportação, tornando assim efetivo o seu processo de internacionalização.

O Conselho Consultivo da AIIE dispõe de uma equipa de consultores vocacionada para prestar uma assessoria empresarial com acesso privilegiado a informação sobre Programas de Apoios Nacionais e Comunitários, Acções de Formação, identificação de oportunidades de negócios e potenciais parceiros e clientes.

Criada em Janeiro de 2016, a AIIE tem neste momento a decorrer projectos de Formação-Ação (MOVE PME) nas áreas de Internacionalização e Economia Digital e em preparação missões empresariais, nomeadamente para o mercado europeu, e Moçambique, país este que apesar de algumas vicissitudes, continua a representar boas oportunidades para as micro e pequenas empresas portuguesas.