Depois das candidaturas frustradas de Carles Puidgemont, fugido na Bélgica, e de Jordi Sánchez que, preso preventivamente, lhe enviou uma carta retirando a sua candidatura à presidência do Governo regional (Generalitat), Roger Torrent considerou ser agora necessário avançar com a escolha de um terceiro candidato.

A renúncia de Sánchez abre o caminho a um outro candidato avançado pela imprensa espanhola, Jordi Turull, ex-conselheiro (ministro regional) e ex-porta-voz da Generalitat, que também pertence ao partido do ex-presidente Carles Puigdemont, o Juntos pela Catalunha.

O presidente do parlamento regional, também ele um independentista, mostrou-se consciente de que “faz falta um Governo e um parlamento que trabalhem a 100%” para “recuperar as instituições catalãs, ultrapassar o artigo 155 [intervenção de Madrid] e avançar com eficácia e dignidade democráticas”.

Carles Puigdemont, Jordi Sánchez e Jordi Turull fazem parte de um grupo de independentistas que está a ser investigado por delitos de rebelião, sedição e peculato no quadro do processo de independência da Catalunha que terminou com a intervenção do Governo central espanhol.

A 27 de outubro de 2017, Madrid decidiu intervir na Comunidade Autónoma, através da dissolução do parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais que se realizaram a 21 de dezembro último.

O bloco de partidos independentistas manteve uma maioria de deputados no parlamento regional.