Uma cabo espanhola, identificada com as iniciais A.I.L.T., denunciou o seu capitão por assédio sexual e laboral. No entanto, a sua denúncia foi considerada infundada pelo Tribunal Supremo, que resolveu absolver o capitão. Isto apesar de dois relatórios médicos terem suportado a acusação da militar.

Num dos casos, um psiquiatra considerou a “atuação inapropriada do capitão” o motivo para o transtorno psicológico sofrido pela cabo. Outro relatório do Hospital Central da Defesa afirma que os sintomas da cabo “podem ser compatíveis com uma situação de assédio”.

Mas face à decisão do Supremo, o exército pretende punir a cabo por “declarações falsas”, como refere o El País. A sanção máxima prevista pelo exército nestes casos é de um mês de prisão, e é esse castigo que enfrenta agora a cabo.

A militar afirma que o capitão lhe disse um dia que “gostava de ficar” com ela, colocando-lhe a mão na cintura. A cabo afastou-o e explicou-lhe que já tinha um companheiro e que pretendia apenas manter uma relação profissional com ele.

Mas os avanços do capitão continuaram e o assédio foi constante. O capitão começou a negar-lhe licenças e castigava-a. A militar começou a sofrer de depressão e considera ainda que isso lhe provocou um aborto quando estava grávida de cinco meses.