A Tangível foi fundada em 2004 e foi pioneira em Portugal a trabalhar naquilo a que hoje chamamos User Experience (à época, falava-se mais de usabilidade), foi crescendo e o tema que era de nicho agora ganhou uma enorme relevância, em parte potenciado pela transformação digital a que assistimos nos nossos dias. Ao longo destes anos, a empresa desenvolveu mais de 100 projetos. A SPARK2D, fundada em 2015, foi criada por ex-colaboradores da Portugal Telecom, dotados de uma experiência bem consolidada em inovação tecnológica que se foca na transformação digital.

USER EXPERIENCE

Já alguma vez abandonou um site porque ele obrigava a um registo complexo ou por ser demasiado confuso, o que fazia com que a dada altura se perdesse do seu objetivo? Quantas vezes procurou uma informação que deveria estar mais visível, mas sem sucesso? Por que será que nos sentimos bem a visitar alguns sites e outros não?

Se tem um site, plataforma de e-commerce, uma app ou mesmo um serviço multicanal, está certamente preocupado em oferecer aos clientes uma ótima experiência, correto? Isso trazer-lhe-á imensos benefícios e como consequência o sucesso almejado.

s UX Designers procuram garantir que a interação do utilizador com o produto ou serviço seja a melhor possível. E isto consegue-se observando os utilizadores enquanto interagem com o produto ou serviço. Baseia-se também numa panóplia de técnicas como prototipagem rápida, eye tracking, analytics, etc.

“Para estarmos certos da melhor solução para as pessoas, temos de estudar o seu comportamento enquanto utilizam o produto ou serviço. Ou seja: vamos observá-las e entrevistá-las para depois desenharmos a melhor experiência adaptada às suas necessidades e expectativas”, explica José Campos.

A UX permite evitar desistências e aumentar as vendas, potenciar a satisfação e a retenção de clientes, aumentar a produtividade dos colaboradores, reduzir os custos de suporte a clientes. Segundo o fundador da Tangível, as empresas só têm a ganhar ao apostarem em UX. “As chefias das empresas têm cada vez mais sensibilidade para esta questão. Desde 2012 que a UX tem vindo a ser considerada crucial e um fator diferenciador”, refere André Carvalho que considera que se em tempos tiveram um papel extremamente pedagógico nas empresas, “hoje em dia começamos a encontrar clientes com os quais sabemos que podemos ir mais além. Portugal está ainda um pouco atrasado, mas a recuperar rapidamente. Por exemplo, temos poucos laboratórios de UX, algo muito comum noutros países – só em Londres existem 12”.

COMO FUNCIONA?

Depois de definidos os objetivos de negócio, os especialistas em UX iniciam um estudo imersivo no mundo do utilizador (observação no terreno, entrevistas, testes com utilizadores, etc). Desenham protótipos daquilo que será a experiência para o cliente, e testam-nos exaustivamente, num processo iterativo de melhoria e aperfeiçoamento. O resultado final é um produto ou serviço adaptado às necessidades e expectativas do cliente, cujo design se baseou em evidências factuais e em experimentação empírica.

“Estamos constantemente, enquanto utilizadores, a participar a testes de UX”, garante José Campos, referindo-se, por exemplo, aos testes A/B em que variantes de um site são testadas pelo nosso comportamento enquanto os utilizamos, sem nos apercebermos disso. “O investimento na experiência merece uma maior atenção, uma vez que o valor que a tecnologia nos dá é grande mas é a experiência final que garante os resultados. Se consigo fazer aquilo que pretendo em menos tempo e com menos esforço, é muito provável que vá ficar satisfeito”.

Usabilidade e UX focam-se num conjunto de técnicas e boas práticas que avaliam como os utilizadores aprendem e usam um produto para atingir os seus objetivos. A UX avalia ainda a satisfação dos utilizadores. As duas disciplinas encontram origens em três áreas distintas: tecnologias de informação, design e psicologia cognitiva. Por isso, se ainda não pensou em obter bons resultados através de uma boa usabilidade, comece a pensar nisso.