Foi um enorme prazer…

… Para mim e para a organização europeia da Gerber Technology, participar e ter a oportunidade de dar o nosso contributo num evento da dimensão do Citeve’s iTechStyle Summit 2018.

Estiveram presentes 720 delegados de 21 países (impressionante) – números fabulosos. Uma organização perfeita, um local deslumbrante – o Terminal de Cruzeiros do Porto, que funcionou como um farol brilhante na escuridão e na tempestade (e sim, aqueles dias foram tempestuosos!), tudo representativo do profissionalismo e da força inovadora portuguesa.

Tudo continua diferente: Vivemos num mundo digital e vamos transformar o setor do vestuário, da moda e da indústria têxtil – setores chave, de facto, para a economia portuguesa.

As boas notícias: Ao longo de décadas, o que simplesmente tendemos a denominar de indústria da moda, sem qualquer outro tipo de diferenciação, provou por diversas vezes ser extremamente viável, o que requer um enorme talento para se reinventar apesar do lobby extremamente limitado…

No entanto, isso é algo que agora precisa de ser dominado nas próximas semanas, meses e anos – tudo se resume à transformação digital – algo abrangente e, portanto, diferente – este é um enorme desafio para as economias locais e globais, para a educação e para as políticas sociais.  Mais do que nunca, a tecnologia é necessária como parte de uma nova filosofia de negócios, orientada para o cliente e simbolismo da mudança da produção em massa para que existam mais opções para o consumidor. O retalho foi o primeiro a ser atingido – com o comércio eletrónico que alcançou agora um percentual de dois dígitos. Alguns até dizem que o www habitual da internet, poderia representar-se como o (why -porquê), /what – quando) e o (where – onde)”.

“Veja agora, compre já”. Isto define um nível de expectativas completamente novo, e não apenas com os millennials com demandas altas na cadeia de supply chain, onde os desafios continuam a crescer.

E enquanto o perigo de ficar para trás é muito real, o lado positivo da digitalização também é enorme. O setor do vestuário nem sempre teve um papel de vanguarda como sendo um dos primeiros a adotar novas tecnologias, mas empresas que se transformaram digitalmente são em média 26% mais lucrativas do que as suas concorrentes no setor, como descobriu recentemente o prestigioso Massachusetts Institute of Technology.

Na Gerber Technology, o nosso apelo é “Embrace Your Digital Reality ™” – ADIRA À REALIDADE DIGITAL. Hoje, – desde grandes players a pequenas startups – todos podem impulsionar a tecnologia digital e soluções de ponta. Não estamos todos ao mesmo nível quando se trata de tecnologia sofisticada ou mesmo de ponta. Portanto, um parceiro tecnológico capaz é essencial para ajudar as empresas a adotar novas soluções e preparar a sua transformação digital.

Na Gerber Technology, identificamos as três principais megatendências que moldarão o futuro muito próximo:

Software na Cloud aprimora os recursos de colaboração, pois os ficheiros estão acessíveis em qualquer lugar e em tempo real, desde que haja uma ligação à internet. Além disso, grandes implementações de software e hardware e longos atrasos na atualização de tecnologia são agora coisa do passado.

A tecnologia 3D é a chave para reduzir drasticamente o tempo e os valores investidos em amostras físicas, o que desacelera a cadeia de supply chain e afeta negativamente o meio ambiente.

O nosso objetivo é tornar o Software 3D fácil de adquirir e de usar, com o compromisso de que uma peça de roupa sempre é baseada na rentabilidade do 3D e em padrões que possam ser produzidos.

IoT – Industry 4.0 – Apesar de a costura robótica ainda estar no início, a análise certa em termos de uma infraestrutura digital, ágil e preparada para o futuro já possibilita o uso de dados de produção com a mais alta eficiência. Esta opção permite a automação da manutenção preventiva, a reordenação de peças de reposição e consumíveis e o mais importante, permite-nos ver a situação dos pedidos em tempo real – soluções que vemos como próximas etapas para que se tornem aplicações comumente utilizadas.

A digitalização mudou radicalmente, não apenas os processos da indústria da moda mas também o que é moda para cada um de nós. No passado, as divas glamorosas e as estrelas de Hollywood eram os modelos que ditavam as tendências, mas atualmente “estar na moda” é aquilo que é publicado nas redes sociais, Instagram e blogs, sendo que fatores como a idade e a fase da vida em questão já não são o principal critério. Trata-se da democratização da moda e do vestuário, para que qualquer pessoa no mundo, independente de onde quer que esteja, em termos de tecnologia, possa colher os benefícios das soluções digitais.

Assim sendo, na Gerber Technology olhamos para o futuro focando-nos no apoio que podemos prestar nesta jornada rumo à digitalização. Queremos colaborar e apoiar empresas de diversos setores – na moda, no mobiliário, indústria automóvel, sinalização e embalamento – seja em Portugal, ou no sul da Europa, ou em qualquer país dos de 133 onde estamos mundialmente presentes.

Yvonne Heinen-FoudehDiretora de Marketing e Comunicação EMEA na Gerber Technology

iTechStyle Summit 2018…o que eles dizem

A organização esteve a cargo do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal – e reuniu players da indústria, fornecedores de tecnologia, pesquisadores, clusters e outros atores do setor têxtil e de vestuário de toda a Europa.

Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries, foi um dos oradores do evento que, sob o tema da digitalização e produção robotizada, apresentou a produção robotizada da Hugo Boss.

“É importante esta ponte que se pretende construir aqui entre o conhecimento científico das universidades e o universo empresarial por dois motivos.

Por um lado, as universidades estão a educar os nossos futuros “dirigentes”. Por isso é relevante que eles tenham contacto com as indústrias durante a sua aprendizagem, para perceberem o que é preciso, em que direção a indústria está a caminhar e quais são os interesses das marcas.

Por outro lado, todas as conferências são importantes pela sua diversidade e pela forma como se concentram num tópico, ajudando a perceber e a encaixar todos os elementos que a ele dizem respeito.

Quanto à Indústria 4.0, ela é agora um princípio, uma mentalidade. Temos de perceber que os consumidores são o centro da revolução industrial e que temos um trabalho árduo pela frente para conseguir corresponder à complexidade das suas necessidades. Por isso mesmo é necessária esta ligação entre o consumidor e a indústria, a qual é possível através da digitalização, robotização, e a automatização da indústria para aumentar a produtividade e a eficiência e fazer face à complexidade do mercado”. Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries