Politécnico da Guarda com mais de 400 alunos estrangeiros

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) recebe este ano letivo um total de 460 alunos estrangeiros e possui cerca de 145 protocolos de mobilidade internacional, espalhados pelos cinco continentes.

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“O número de alunos estrangeiros a estudar no IPG tem crescido progressivamente nos últimos anos, quer por via dos alunos em mobilidade, quer pelos estudantes internacionais, isto é, aqueles que se candidataram a realizar os seus estudos em Portugal, no IPG”, disse à agência Lusa Gonçalo Poeta Fernandes.

Segundo o vice-presidente do IPG, no ano letivo 2017/2018, aquela instituição de ensino superior “regista um total de 460 alunos nos diversos ciclos de estudos, provenientes de diferentes nacionalidades”.

São Tomé e Príncipe, Brasil, Cabo Verde, Turquia, Espanha e Itália são os “principais países de proveniência” dos alunos, mas é registada a presença de estudantes de “mais de 22 nacionalidades distintas”.

Gonçalo Poeta Fernandes reconhece que os alunos internacionais que estão a estudar no Politécnico da Guarda “potenciam a instituição e a própria região”.

A importância também é evidenciada pelos “fluxos gerados em termos económicos e [pelo] fomento internacional da imagem da instituição e da capacidade instalada nas diversas áreas de formação, investigação e prestação de serviço”.

“É estratégica a internacionalização da instituição, promovendo no futuro o alargamento das redes de mobilidade, quer para efeitos de realização de estudos, qualificação profissional e investigação”, disse.

O vice-residente do IPG assinala que, nos últimos cinco anos, a internacionalização do Instituto “tem ganho dimensão e diversidade, quer pela ligação a instituições de ensino superior congéneres (universidades e politécnicos)”, quer pela participação dos docentes em projetos e pela divulgação da investigação produzida em publicações e conferências internacionais.

“O IPG detém, na atualidade, cerca de 145 protocolos de mobilidade internacional, espalhados pelos cinco continentes, com maior destaque para o continente europeu e americano, permitindo uma alargada rede de parceiros e colaborações onde os nossos alunos podem estudar e os alunos dessas instituições podem vir estudar ao Politécnico da Guarda”, declarou.

Os protocolos têm “potenciado colaborações com diferentes significados, que passam, para além da mobilidade, no potenciar de grupos de trabalho, em termos de investigação e transferência de conhecimento”.

Segundo o responsável, o protocolo mais recente, com aplicação este ano, foi efetivado com a Murdoch University (Austrália).

Para apoiar os estudantes estrangeiros, o IPG possui um Gabinete de Mediação Intercultural e um Gabinete de Mobilidade e Cooperação, existindo ainda uma Associação de Estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

A presidente da associação, Maria Andrade, adiantou à Lusa que, em conjunto com as instituições locais e com o IPG, está a trabalhar para promover a “melhor integração e o bem-estar dos estudantes PALOP na Guarda”.

O IPG tem cerca de 3.100 estudantes nas escolas superiores de Saúde, de Educação, Comunicação e Desporto, de Tecnologia e Gestão, e de Turismo e Hotelaria (na cidade de Seia).

LUSA