“Só somos verdadeiramente felizes se gostarmos do que fazemos”

Flôr Ferreira passou por grandes empresas como a Pfizer, Sanofi ou a Bial. Após vários anos enquanto Gestora de marcas e Directora de Unidade, criou, com a sua sócia Ana Oliveira, uma empresa que combina a sua idealização e as necessidades atuais da indústria farmacêutica.

266

A Cognipharma surge no mercado com uma proposta de valor altamente competitiva, no sentido em que traz um conjunto de soluções no âmbito do digital e tecnologia, consultadoria e recolha de dados, que são uma mais-valia para laboratórios, pacientes e profissionais de saúde, olhando para este setor como um todo.

Atualmente já trabalham com grande parte das maiores empresas da Indústria Farmacêutica, com soluções integradas do ponto de vista digital e com uma performance que se mede em resultados.

A empresa, ainda recente, é o resultado daquilo que Flôr e Ana observam no setor e cuja missão também passa por tentar mudar a visão de como as coisas são encaradas no universo farmacêutico.

Descreve-se como alguém que é apaixonada por tudo o que faz, “em todos os projetos por onde tive o prazer de passar, procurei sempre dar o meu melhor e tudo o que faço, faço-o com empenho, dedicação e prazer, porque só assim somos verdadeiramente felizes e conseguimos chegar aos resultados pretendidos”.

Formada em marketing, com um curso em restauro e pintura, ingressou no setor farmacêutico com a Jaba Farmacêutica e foi aí que começou a perceber que esta era, de facto, uma área apaixonante. E nunca mais parou.

Flôr sempre teve um bichinho de empreendedora e um desejo de mudar o mundo. Com uma carreia de sucesso e uma vida pessoal muito preenchida, com familia, amigos, marido e três filhos, começou a sentir que “gostava de fazer algo diferente, algo que fizesse a diferença”. Este era um sonho antigo. E quando decidiu sair da Bial foi trabalhar para uma empresa onde contactou com diversos laboratórios. começou a perceber que “quando estamos muito focados em resultados não temos muito tempo para refletir no que de facto tem impacto e no que traz valor acrescentado para os vários stakeholders”. Foi aqui que viu um potencial negócio: “procurar soluções diferenciadoras para os vários stakeholders que tragam resultados para os nossos clientes”.

“A sorte é dos audazes”

Em 2016 decidiu aceitar o desafio de fundar a Cognipharma e, com a paixão e determinação que a caracterizam, abraçou este desafio com a missão de contribuir para o desenvolvimento e crescimento dos clientes da Cognipharma. “Quando conheci a Ana Oliveira, tivemos muitas conversas sobre lacunas que víamos no mercado, e decidimos fundar uma empresa para a corrigir essas mesmas lacunas”.

Cognipharma e o crescimento exponencial

De forma a trazerem uma proposta de valor arrebatadora para o mercado, a Cognipharma aliou-se a uma empresa de renome na área do digital e da tecnologia, a Performance Sales, que faz parte do Wygroup. “Foi o casamento perfeito entre empresas. temos uma enorme experiência na área farmacêutica e a Performance Sales na área digital. A primeira coisa que nos falaram quando nos reunimos pela primeira vez foi em resultados, e de imediato percebemos que também eram pessoas muito apaixonadas pelo que faziam. nesse momento descobrimos que tínhamos encontrado os parceiros certos para trazer esta mudança de paradigma para a Indústria Farmacêutica.

A Cognipharma em conjunto com a Performance Sales trazem para o mercado um conjunto de soluções no âmbito da consultadoria, digital e tecnologia, que são uma mais-valia para laboratórios, pacientes e profissionais de saúde, olhando para este setor como um todo. Por isso mesmo a empresa foi fundada por duas mulheres com uma enorme experiência no setor farmacêutico.

“Trabalho há mais de quinze anos na indústria farmacêutica, como gestora de produto e de marketing. Tive a oportunidade de trabalhar em algumas das maiores empresas do setor, Pfizer, Sanofi e Bial. Tais experiências foram muito enriquecedoras, deram-me uma visão muito completa da Indústria Farmacêutica”.

A empresa, apesar de recente, já provou merecer a atenção do mercado. Inclusivé tiveram no ano passado a 1ª edição de um evento Farma, em parceria  com a Performance Sales, a convite da Google, de modo a promover a digitalização do setor farmacêutico. E o primeiro correu tão bem que estão previstos outros eventos com parceiros de renome.

A indústria farmacêutica é encarada muitas vezes como um setor que apenas tem como objetivo vender medicamentos. “A minha experiência diz-me que não é bem assim. A indústria tem sim uma preocupação constante com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Exemplo disso é um projeto sobre pessoas com uma determinada doença, em que o objetivo é sensibilizar para o facto de que quem tem esta condição tem grandes desafios no seu dia a dia e tem um ritmo diferente, que tem que ser respeitado. há aqui um grande sentimento de missão junto dos doentes, dos médicos e de todos os envolvidos”, explica a fundadora da Cognipharma. E destaca um outro projeto de que muito se orgulha e que passa pela integração de uma plataforma em hospitais que vai acelerar  um processo de um diagnóstico. Entre muito outros projetos.

Conta-nos que o segredo do sucesso é ser resiliente e que, de facto, a sorte dá muito trabalho. “É preciso acreditar muito no projeto, ter a capacidade de ultrapassar todas as dificuldades e ir sempre à luta com muita garra”, afirma com um sorriso constante, que a caracteriza. E a prova de que a “fórmula” é eficaz é que, atualmente, já trabalham com os maiores laboratórios a nível mundial, com vários projetos em Portugal e na Europa.