Economia Circular | “Não herdamos a Terra dos nossos pais, pedimo-la emprestada aos nossos filhos”

"No sentido de contribuir para a disseminação e implementação do conceito de economia circular nas organizações, a RTA Consultoria é membro da Associação Smart Waste Portugal".

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Gestão da Produção/Gestão Industrial

A gestão da produção/gestão industrial deve ser compreendida numa perspetiva holística, superando as formas tradicionais de operação industrial; visando a produção sustentável, mostrando como as questões socioambientais estão intrinsecamente relacionadas às decisões estratégicas, processos e operações-chave; em consonância com a economia verde e economia circular; potenciando a integração entre o desenvolvimento sustentável, atividades e ferramentas de gestão da produção com enfoque para a prevenção de impactes sociais e ambientais.

Assim, e considerando ainda as atuais tendências de aumento populacional, crescimento da procura e consequente pressão nos recursos naturais, a sociedade e a Organização/indústria/empresa deve considerar uma gestão global baseada num paradigma mais sustentável, assente nas suas três vertentes – económica, social e ambiental – alavancando para uma economia mais “verde” que assegure o desenvolvimento económico, a melhoria das condições de vida e de emprego, bem como a regeneração do capital natural, potenciando na ação/operação a frase mundialmente conhecida “Nós não herdamos a Terra dos nossos pais, pedimo-la emprestada aos nossos filhos!”.

O que é a Economia Circular?

A Economia Circular é um conceito económico que faz parte do desenvolvimento sustentável e de conceitos económicos inspirados nomeadamente em noções de permacultura económica, de economia verde, de economia de uso ou da economia de funcionalidade, do desempenho da economia e da ecologia industrial, e que emerge como alternativa à economia linear de produção de bens e serviços.

É um modelo económico reorganizado focado na coordenação dos sistemas de produção e consumo em circuitos fechados; é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia, em que o desenvolvimento de produtos deve ter em mente um reaproveitamento que mantenha os materiais no ciclo produtivo. A ideia de ciclo está no coração da economia circular.

Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como rígida e inflexível. A economia circular ultrapassa o âmbito e foco estrito das ações de gestão de resíduos e de reciclagem, visando uma ação mais ampla, desde o redesenho de processos, produtos e novos modelos de negócio até à otimização da utilização de recursos.

Visa assim o desenvolvimento de novos produtos e serviços economicamente viáveis e ecologicamente eficientes, radicados em ciclos idealmente perpétuos de reconversão a montante e a jusante. Caracteriza-se como um processo dinâmico que exige compatibilidade técnica e económica (capacidades e atividades produtivas) mas que também requer igualmente enquadramento social e institucional (incentivos e valores).

A nível da União Europeia, a Comissão tem adotado, desde dezembro de 2015, medidas destinadas a promover e a financiar este tipo de economia. O objetivo desta estratégia passa também por reduzir produção de energia, aumentando assim a eficiência energética; adotar planos de mobilidade que privilegiem o transporte público, a mobilidade sustentável e as ciclovias; e combater os excedentes.

De acordo com a Agenda Temática de Investigação e Inovação – Economia Circular, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a qual foi apresentada no dia 23 de abril (2018), a economia circular “representa uma opção chave para a resiliência, prosperidade e desenvolvimento sustentável de Portugal, potenciando o uso eficiente de recursos, a produtividade e a competitividade, gerando crescimento, emprego e redução nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

A escassez de matérias-primas e de água potável, a pressão das alterações climáticas, as necessidades energéticas e alimentares, a dependência tecnológica e da agricultura por elementos/compostos químicos raros são os principais vetores de pressão para a transição de uma economia linear – baseada em combustíveis fósseis, consumo intensivo de recursos e geração significativa de resíduos – para uma economia circular, eficiente e menos dependente dos recursos, com menor intensidade carbónica e energética e reduzindo o impacto ambiental e climático das atividades humanas e contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico…a visão para Portugal deve centrar-se em avanços significativos na reutilização contínua dos materiais estrategicamente mais importantes para o país, no seu potencial produtivo máximo (máximo valor financeiro e utilidade, pelo maior tempo possível), em ciclos energizados por fontes renováveis, preservando os ecossistemas e gerando emprego e qualidade de vida”.

Incentivar/Contributo para a Transição

No sentido de contribuir para a disseminação e implementação do conceito de economia circular nas organizações, a RTA Consultoria é membro da Associação Smart Waste Portugal. Focalizada em Engenharia, Estratégia, Planeamento, Soluções, Conhecimento, Desempenho, Resultados e Skills, por meio de Consultoria & Apoio às Organizações, Formação & Capacitação, a RTA Consultoria pretende desenvolver metodologias e soluções capazes de conferir a conformidade e eficiência dos processos, atividades e funções, incluindo a otimização da gestão organizacional (legal, técnica, documental e operacional) em qualquer tipo de organização/setor, com a customização do serviço e a conjugação dos saberes, bem como assegurar a valorização, capacitação e desenvolvimento do potencial humano, nas modalidades de formação inter-empresas, intra-empresa/à medida, seminários especializados e training em coaching, nos vários domínios de intervenção (coordenação, planeamento, conceção, organização e promoção, desenvolvimento, execução e avaliação).

Rita Teixeira d’Azevedo, RTA Consultoria