O grupo de trabalho para os plásticos criado pelo Ministério do Ambiente apresentou, na quinta-feira, as conclusões da investigação relativamente ao consumo e produção de plástico em Portugal.

Face à utilização excessiva de material plástico, o grupo de trabalho defendeu ontem, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um conjunto de iniciativas que, a serem aplicadas, terão um impacto positivo na redução da utilização deste material nocivo para o planeta.

A coordenadora do centro de informação de resíduos da Quercus, Carmen Lima, revelou ao Notícias ao Minuto aquelas que foram as principais medidas apresentadas pelos investigadores.

Assim, o sistema de depósito é considerada uma iniciativa que terá um “contributo importante, tanto para conseguir cumprir a meta de recuperar para reciclagem 90% das garrafas de plástico, como para motivar os consumidores a aderir”.

Outra medida a implementar deverá ser uma aposta em “sacos mono-materiais e de espessura mais fina”, pois assim poderá garantir-se um “consumo de material menor no fabrico dos mesmos e uma maior reciclagem destes”.

Importante é também “reduzir as tintas e coloração” dos plásticos, “otimizar as instalações de reciclagem existentes para promover uma melhoria da qualidade dos materiais reciclados” e também apostar na “recolha porta-a-porta”.

Por fim, mas não menos importante, o grupo de trabalho sublinhou a necessidade de se criarem incentivos fiscais que promovam soluções alternativas, bem como apostar mais em campanhas desensibilização e informação.

Aliás, relativamente a este ponto, Carmen Lima considera que o problema dos portugueses não é falta de sensibilidade para este tema, mas sim, a ausência de conhecimento relativamente ao que podem fazer para reduzir a produção de resíduos e aumentar a reutilização.

“Certo é, que o paradigma da política da economia circular, a estratégia europeia para os plásticos e a proposta da Comunidade Europeia para os descartáveis vão contribuir para uma mudança do paradigma da forma como vamos utilizar o plástico na nossa vida”, rematou a responsável.